quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Caritas Christi urget nos. (Parte I)


Caritas Christi urget nos.

Por Jonatan Rocha do Nascimento


Introdução

Sabemos que, ao longo da humanidade, no desenrolar da história, o homem sempre almejou alcançar a transcendência espiritual: o inimaginável, o invisível, o misticismo.

O Catecismo da Santa e Amada Mãe Igreja diz que, “[...]e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar [...]”1, revelando que o ser humano, atraído por Deus, muitas vezes sem buscar na Verdadeira Fonte, enveredou-se- como ainda o faz- por caminhos muitas vezes tortuosos, equivocados, em contraposição ao Amor Infinito, que nos impele.

Pensa-se, então, que para os antigos era mais difícil buscar a verdadeira fé, o verdadeiro amor, o verdadeiro Deus, Aquele que é. Isto porque muitas eram as ideias e doutrinas pagãs, muitas eram as barbáries cometidas, que afastavam o século da eternidade.

Atualmente, contudo, vejo que não é bem assim. As coisas, ao meu ver, pioraram- e é só o início.

Quero tão somente exprimir meu pensamento, razão pela qual a adoção de uma linguagem impessoal poderia provocar um distanciamento do que escreve com o que sinto, o que não é meu objetivo.

Quero me aproximar das realidades que muitos por aí veem e não sabem ou tem medo de se pronunciar. Estou aprendendo com muitos santos, que o medo não é dom de Deus e não pode ser confundido com o temor reverencial ou com a cautela.

Assim, acredito eu, que impelido por Cristo, resolvi escrever este pequeno texto, que além de um pedido é um desabafo.


A revelação de Deus

Atendendo às súplicas do povo, a Eternidade passa a exilar-se no século, como diria a própria Terezinha de Lisiéux, revelando-se, feito mortal, o Altíssimo.

Da mesma forma, nos ensina o Doutor Místico, São João da Cruz:
Porque em dar-nos, como nos deu, seu Filho, que é sua Palavra única (e outra não há), tudo nos falou de uma só vez nessa única Palavra, e nada mais tem a falar, (...) pois o que antes falava por partes aos profetas agora nos revelou inteiramente, dando-nos o Tudo que é seu Filho2.
Assim, vemos que, a Luz da qual João Batista dava testemunho, “Deum de Deo, lumen de lumine, Deum verum de Deo vero”3, vem nos visitar e querendo ficar conosco, razão pela qual Ele mesmo funda sua Igreja, sob a chefia de Pedro, e institui os Santos Sacramentos, dos quais a Eucaristia é o maior, "fonte e ápice de toda a vida cristã 4". E é aqui que quero me deter.

Fiz essa rápida retrospectiva somente para introduzirmos o assunto que nos preocupa, a Augustíssima Eucaristia, como é chamada no Código de Direito Canônico.


O Santíssimo e Augustíssimo Sacramento da Eucaristia

São Paulo nos dirá: “O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram. Sim, ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu” (Cor. 5, 14-15).

Por esta razão, todo o ser humano, principalmente os cristãos, devem viver esta realidade, abrasados pelo amor de Deus, que nos quer comunicar e nos transformar Nele. Os católicos, ainda mais!

Esta exigência, tanto a mim mesmo, quanto a todos que são honrados com este nome, deve-se ao fato de que na Igreja de Cristo, reside a plenitude da fé cristã, reside a graça e, muito mais que isso, o Divino Autor e Senhor de toda a graça existente: o Deus Trino.

Nossa alegria reside em Deus porque ele mesmo é a Alegria Verdadeira. Alegria desprendida da euforia, da algazarra, dos holofotes, das demonstrações exteriores e/ou visíveis. De modo que, ao observarmos uma partícula eucarística, onde quer que estivermos, devemos nos perguntar: Quem compreenderá tamanho mistério?


O que é, portanto, a Eucaristia?

Para mim, trata-se de um mistério inigualável, uma dádiva suprema de graças inesgotáveis, porque é a própria Graça. “A fonte e o centro de toda a vida cristã”5. “Na qual está contida todo o bem espiritual da Igreja”6.

O Sempiterno Deus, desejoso de alcançar profundamente o homem, se achega novamente à nós, no Sacrifício único de salvação, unindo-se a nós na Santa Missa, por suas próprias mãos.

É óbvio, por infinitas razões, que jamais serei capaz de explicar o mistério que se encerra nas espécies eucarísticas.

Podemos contemplar o Deus Altíssimo, tão próximo, tão íntimo, dentro de nós, e assim, possamos transformarmo-nos Nele e, ao fim, Nele viver plenamente. Vindo a nós, nos quer a Hóstia Imaculada quer também nos transformar em hóstias puras e santas.

Cabe, neste momento, expôr um dos mais belos cantos da Igreja, Panis Angelicus, que expressam com fidelidade e com profundo amor acerca da augustíssima Eucaristia:


Panis Angelicus
fit panis hominum
Dat panis coelicus figuris terminum
O res mirabilis!
Manducat Dominum
pauper pauper servus et humilis
pauper pauper servus et humilis

Panis Angelicus
fit panis hominum
Dat panis coelicus figuris terminum

O res mirabilis!
Manducat Dominum
pauper pauper servus et humilis
pauper pauper servus servus et humilis




Pão dos Anjos
Torne-se o pão dos homens;
O pão do paraíso, fim de toda dúvida
Que maravilha!
Que consome a Deus
Pobre, pobre, Humilde servo
Pobre, pobre, Humilde servo.

Pão dos Anjos
Torne-se o pão dos homens;
O pão do paraíso, fim de toda dúvida
Que maravilha!
Que consome a Deus
Pobre, pobre,Humilde servo
Pobre, pobre, Humilde servo.


Que maravilha! O pão do paraíso, que põe fim a toda dúvida, desilusão, saudade ou desespero, desce da Morada Eterna para se juntar a nós, como servo humilde.

Não há como dizer essas coisas sem lágrimas, mesmo que não sejam lágrimas nos olhos, mas provenientes do mais oculto e profundo de nossa alma. As mais preciosas lágrimas.

O Corpo e Sangue de Cristo, presente unicamente na Santa Igreja Católica, devolve-nos, pois o próprio Salvador nos possui e nos envolve, isto é, quando estamos em perfeita comunhão com Ele e com a Igreja, ornados com a sua própria graça, em condições espirituais de gozarmos de tão grande dádiva.

Assim, “o amor de Cristo nos impele” a comunicar esta notícia salvífica a tantos quantos quiserem se abrasar nesta verdadeira chama do divino amor.

O Papa João Paulo II assim nos diz: “A Eucaristia é um dom demasiado grande para ambiguidades e reduções”7. Com esta afirmativa, somos levados a professar que somos consumidos pelo zelo e ardor da alma, principalmente, quando diante do Santo Sacrifício, onde nos alimentamos destes frutos inexauríveis8. 

 [Continua...]

___________________________________________________________________________ 
1CIC, § 27.
2São João da Cruz, apud, CIC, § 65.
3Creio Niceno-Constantinopolitano: “Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”.
4 CIC, §1324.
5Const. Dogm. Lumen Gentium, nº 11.
6Instrução Redemptionis Sacramentum, nº 1.
7Carta Encic. Ecclesia de Eucharistia, nº 10.
8Ibidem, nº 11.

domingo, 27 de novembro de 2011

“Vinde adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar!”

Caríssimos e amados fiéis, em Nosso Senhor Jesus Cristo!
Com a graça de Deus, estamos iniciando as nossas homilias dominicais. O Ano Litúrgico inicia-se com o Advento. É um tempo de oração e de penitência, instituído pela Igreja para preparar seus filhos para celebrarem dignamente e com fruto o mistério do Nascimento de Jesus Cristo. O que a Quaresma é para a Páscoa, o que foram os quatro mil anos do Antigo Testamento para a vinda do Messias são para a festa do Natal as quatro semanas do Advento.
Advento quer dizer vinda. Três vindas do Filho de Deus preocupam a Igreja neste santo tempo, e devem ser o assunto das nossas meditações. “Na primeira, diz São Bernardo, Jesus veio na nossa carne, e revestiu-se das nossas enfermidades; na segunda vem a nós por sua graça, em espírito e virtude; na terceira, virá com todo poder e majestade para nos julgar”. Vinda de amor a Belém, vinda de graça às nossas almas, vinda de justiça no fim dos séculos. Na verdade, caríssimos e amados fiéis, estas três vindas de Nosso Senhor, constituem uma síntese de todo o Cristianismo. São um convite a uma espera vigilante e confiada: “Olhai e levantai as vossas cabeças, porque está próxima a vossa redenção”. A primeira vinda foi humilde e oculta, a segunda é misteriosa e cheia de amor, a terceira será manifesta, terrível para os pecadores e gloriosa para os justos.
Hoje, o padre reza no Breviário: “Vinde adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar!…
Esta primeira vinda foi esperada durante séculos e séculos, anunciada pelos profetas, desejada pelos justos que não puderam contemplar a sua aurora. Em cada novo Advento, a Igreja comemora e renova esta espera, manifestando as suas ânsias pelo Salvador que há de vir. O antigo anelo que unicamente se fundava na esperança, transformou-se em desejo confiante, que se apoia na consoladora realidade da redenção já efetuada. Cumprida esta historicamente há vinte séculos, deve atualizar-se e renovar-se todos os dias, na alma cristã, como uma realidade cada vez mais profunda e completa. A Santa Madre Igreja quer através do tempo do Advento, preparar-nos para a celebração do mistério do Verbo feito carne, mediante a esperança íntima e pessoal duma nova vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo a cada uma das nossas almas. Esta vinda de Jesus é a Sua vida em nós pela graça santificante, que deve ser cada vez mais abundande em nossa alma. Oh! pudéssemos dizer com São Paulo: “Vivo, mas não sou eu que vivo, é Jesus que vive em mim”… “A minha vida é Jesus”. Por isto na Epístola desta Santa Missa do primeiro domingo do Advento, São Paulo nos exorta: “É já hora de nos levantarmos do sono”. No Advento, devemos despertar para dar novos frutos de santidade: “Deixemos, diz São Paulo, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz… Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”. É tempo de sairmos da tibieza; é tempo de nos despojarmos generosamente das nossas misérias e fraquezas, a fim de nos revestirmos de Jesus Cristo, ou seja, da Sua santidade. A primeira vinda de Jesus estimula-nos pelo seu amor: “Apareceu a benignidade e a bondade de Deus Nosso Senhor”. A lembrança da Sua vinda no fim do mundo, como é narrada no Santo Evangelho de hoje, é também para nos dar forças. O temor é o início da sabedoria, diz a Bíblia Sagrada.
Com a Vossa graça, ó Jesus, quero fazer todos os sacrifícios, quero renunciar a tudo aquilo que possa retardar em mim a vossa obra redentora. Excitai, Senhor, o Vosso poder e vinde!
Ó Senhor, concedei-me um amor ardente a Vós, não só para me livrar um dia do Vosso rosto severo de Juiz, mas também e sobretudo para corresponder de algum modo à Vossa caridade infinita!
Caríssimos e amados fiéis, sempre gosto de contar nas minhas homilias e sermões, algum exemplo.
São Filipe Benício, religioso da Ordem dos Servos de Maria Virgem, estava morrendo.
Além da doença, além da dor, havia dias em que o atormentava uma terrível visão. Parecia-lhe já se achar perante o tribunal de Deus, e em torno dele surgiam os demônios a exprobrar-lhe os pecados da sua vida passada, mesmo os mais remotos, mesmo os mais pequenos… Ante esta vista, ante essas palavras, o agonizante abria os olhos horrorizado, tremia, e não tinha mais esperança. “Dai-me o meu livro” gritava ele com voz apavorada.
Dos presentes, alguns correram a tomar um livro, outros outro: mas ele os recusava todos, sem achar repouso. Finalmente, um percebeu que os olhos do moribundo se haviam fixado num Crucifixo ali ao lado; tomou-o e colocou-lho entre as mãos gélidas e suadas.
Mal o teve, como um sedento ele o pôs sobre a boca para o beijar ansiosamente: beijou o lenho da cruz, beijou as chagas d’Aquele que a ela estava suspenso. Seus olhos iluminaram-se como ao surgir de uma aurora interior; a sua fronte expandiu-se numa doce serenidade, os seus lábios distenderam-se num dulcíssimo sorriso. E assim lá se foi ele ao encontro do juízo de Deus.
Amara a cruz, amara o Crucifixo com todas as suas forças. Que haveria de temer?
Ó Jesus, dai aos justos um acréscimo de vida interior; dai aos tíbios, a graça de se despertarem deste perigoso sono; dai aos pecadores, a graça de uma verdadeira conversão. Amém!

TEMPO DO ADVENTO




Toda a liturgia é um apelo à vinda do Salvador. A Igreja retoma as ardentes súplicas ao Messias, que haviam ressoado através do Antigo Testamento, e convida-nos a repeti-las com ela, com fervor que se vai intensificando à medida que se aproxima o Natal.

O Advento, que inicialmente contava cinco domingos na liturgia romana, conta, agora, apenas quatro: isto é, três semanas completas, que se contam a partir do domingo mais próximo da festa de Santo André (30 de Novembro) e os dias que vão do quarto domingo a 24 de Dezembro.

Na Idade Média, o tempo do Advento, preparação do Natal, tomou um carácter de penitência, à imitação da Quaresma, preparação para a Páscoa. Este espírito de penitência manifesta-se nalguns textos e em certos usos: paramentos roxos, ausência de flores nos altares, silêncio do órgão, supressão do Glória. Mas o canto do Aleluia, que se manteve sempre aos Domingos, indica bem que o Advento quer permanecer um tempo de alegria. Era-o exclusivamente nos seus primórdios; voltou a sê-lo desde a notável redução do jejum.
Esta alegria da salvação iminente vai-se intensificando, à medida que nos aproximamos do Natal. No terceiro domingo, o altar ornado em flores, os paramentos cor de rosa e as melodias do órgão sublinham bem o júbilo crescente. Refulge nas Antífonas Maiores, cantada ao som dos sinos, nos últimos oito dias que precedem a grande festa do nascimento do Salvador. E a vigília do Natal é já ela uma exultação.

Advento: significado e origem

Todos os grandes eventos exigem uma preparação. Por isso, a Igreja instituiu, na Liturgia, um período que antecede o Natal: o Advento. Mas, ao longo da história da Igreja, tomou diversas formas.
Pe. Mauro Sérgio da Silva Izabel, EP
CristopantocratorpinacotecavaticanajuizofinalReceber uma visita é uma arte que uma dona de casa exercita com freqüência. E quando o visitante é ilustre, os preparativos são mais exigentes. Imagine o leitor que numa Missa de domingo seu pároco anunciasse a visita pastoral do bispo diocesano, acrescida de uma particularidade: um dos paroquianos seria escolhido à sorte para receber o prelado em sua casa, para almoçar, após a Missa.
Certamente, durante alguns dias, tudo no lar da família eleita se voltaria para a preparação de tão honrosa visita. A seleção do menu, para o almoço, o que melhorar na decoração do lar, que roupas usar nessa ocasião única. Na véspera, uma arrumação geral na casa seria de praxe, de modo a ficar tudo eximiamente ordenado, na expectativa do grande dia.
Essa preparação que normalmente se faz, na vida social, para receber um visitante de importância, também é conveniente fazer-se no campo sobrenatural. É o que ocorre, no ciclo litúrgico, em relação às grandes festividades, como por exemplo o Natal. A Santa Igreja, em sua sabedoria multissecular, instituiu um período de preparação, com a finalidade de compenetrar todas as almas cristãs da importância desse acontecimento e proporcionar-lhes os meios de se purificarem para celebrar essa solenidade dignamente.
Esse período é chamado de Advento.
Significado do termo
Advento — adventus, em latim — significa vinda, chegada. É uma palavra de origem profana que designava a vinda anual da divindade pagã, ao templo, para visitar seus adoradores. Acreditava-se que o deus cuja estátua era ali cultuada permanecia em meio a eles durante a solenidade. Na linguagem corrente, significava também a primeira visita oficial de um personagem importante, ao assumir um alto cargo. Assim, umas moedas de Corinto perpetuam a lembrança do adventus augusti, e um cronista da época qualifica de adventus divi o dia da chegada do Imperador Constantino. Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na Vulgata, adventus se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos.
Surgimento do Advento cristão
Os primeiros traços da existência de um período de preparação para o Natal aparecem no século V, quando São Perpétuo, Bispo de Tours, estabeleceu um jejum de três dias, antes do nascimento do Senhor. É também do final desse século a “Quaresma de São Martinho”, que consistia num jejum de 40 dias, começando no dia seguinte à festa de São Martinho.
São Gregório Magno (590-604) foi o primeiro papa a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico.
No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa São Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência.
Apesar do caráter penitencial do jejum ou abstinência, a intenção dos papas, na alta Idade Média, era produzir nos fiéis uma grande expectativa pela vinda do Salvador, orientando-os para o seu retorno glorioso no fim dos tempos. Daí o fato de tantos mosaicos representarem vazio o trono do Cristo Pantocrator. O velho vocábulo pagão adventus se entende também no sentido bíblico e escatológico de “parusia”.
O Advento nas Igrejas do Oriente
01AdventusaugustiimperadoradrianoromaNos diversos ritos orientais, o ciclo de preparação para o grande dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo formou-se com uma característica acentuadamente ascética, sem abranger toda a amplitude de espera messiânica que caracteriza o Advento na liturgia romana.
Na liturgia bizantina destaca-se, no domingo anterior ao Natal, a comemoração de todos os patriarcas, desde Adão até José, esposo da Santíssima Virgem Maria. No rito siríaco, as semanas que precedem o Natal chamam-se “semanas das anunciações”. Elas evocam o anúncio feito a Zacarias, a Anunciação do Anjo a Maria, seguida da Visitação, o nascimento de João Batista e o anúncio a José.
O Advento na Igreja Latina
É na liturgia romana que o Advento toma o seu sentido mais amplo.
Muito diferente do menino pobre e indefeso da gruta de Belém, nos aparece Cristo, no primeiro domingo, cheio de glória e esplendor, poder e majestade, rodeado de seus Anjos, para julgar os vivos e os mortos e proclamar o seu Reino eterno, após os acontecimentos que antecederão esse triunfo: “Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e, na Terra, angústia entre as nações aterradas com o bramido e a agitação do mar” (Lc 21, 25).
“Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem” (Lc 21, 36). É a recomendação do Salvador.
Como ficar de pé diante do Filho do Homem? A nós cabe corar de vergonha, como diz a Escritura. A Igreja assim nos convida à penitência e à conversão e nos coloca, no segundo domingo, diante da grandiosa figura de São João Batista, cuja mensagem ajuda a ressaltar o caráter penitencial do Advento.
Com a alegria de quem se sente perdoado, o terceiro domingo se inicia com a seguinte proclamação: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. É o domingo Gaudete. Estando já próxima a chegada do Homem-Deus, a Igreja pede que “a bondade do Senhor seja conhecida de todos os homens”. Os paramentos são cor-de-rosa.
No quarto domingo, Maria, a estrela da manhã, anuncia a chegada do verdadeiro Sol de Justiça, para iluminar todos os homens. Quem, melhor do que Ela, para nos conduzir a Jesus? A Santíssima Virgem, nossa doce advogada, reconcilia os pecadores com Deus, ameniza nossas dores e santifica nossas alegrias. É Maria a mais sublime preparação para o Natal.
Com esse tempo de preparação, quer a Igreja ensinar-nos que a vida neste vale de lágrimas é um imenso advento e, se vivermos bem, isto é, de acordo com a Lei de Deus, Jesus Cristo será nossa recompensa e nos reservará no Céu um belo lugar, como está escrito: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2, 9).

LIÇÕES DO CATECISMO - 5

Salve Maria Santíssima! Preparemo-nos para a comemoração do Santo Natal do Senhor Jesus Cristo, por meio de uma boa participação no Tempo do Advento, que hoje se inicia. Boa Leitura!


22ª. LIÇÃO
            
ORGANIZAÇÃO DIVINA DA IGREJA

*Não é Jesus, o Chefe – o Pastor supremo da Igreja?
         Sim, Jesus Cristo é o Chefe, o Pastor supremo invisível da Igreja. Mas o Papa é representante de Jesus e chefe visível da Igreja.

*Como sabemos que Jesus fez S. Pedro chefe e pastor supremo visível da Igreja?
         Sabemos essa verdade pelas palavras claras e solenes de Jesus.
(Mt 16, 18): “Tu és Pedro (rochedo) e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja e os poderes infernais nunca a vencerão”. “Eu te darei as chaves do reino dos céus”.
(Jo 21, 16 sg.): “Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas”.

*A quem constituiu também Jesus Cristo pastores da Igreja?
         Jesus constituiu também pastores da sua Igreja aos apóstolos.

*Como constituiu os apóstolos também pastores da Igreja?
         1º) Instruindo-os durante o tempo de sua pregação.
         2º) Com as palavras: “Ide e ensinai todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinai-os a observar todas as coisas que vos tenho mandado”. (Mt 28, 19 sg.).

*Quem são os sucessores dos apóstolos?
         Os sucessores dos apóstolos são os bispos, que governam suas dioceses sob a autoridade do Papa. (At 20, 20).


23ª. LIÇÃO

A GRANDE FAMÍLIA DOS FILHOS DE DEUS

*Quem forma a grande Família dos Filhos de Deus?
A grande Família dos Filhos de Deus é formada:
1º. Pelos santos do céu;
2º. Pelas almas do Purgatório;
3º. Pelos cristãos na terra.

*Qual é o laço sagrado que une os membros dessa família?
         É graça divina que nos une a Cristo formando, assim, o Corpo Místico de Cristo.
(Rm 12, 5): “Ainda que muitos, somos um só corpo em Cristo”.

*Como se chama esse mistério da Grande Família dos Filhos de Deus?
         Chama-se “Comunhão dos Santos”. E é essa maravilhosa união dos santos entre si pela participação dos bens espirituais. “Creio na comunhão dos santos”, reza o povo de Deus.

*Quais são, portanto, os bens que nos advêm da Comunhão dos Santos?
          Essa Comunhão dos santos nos traz grandes bens espirituais:
1º) Honramos e invocamos os santos e eles intercedem por nós;
2º) Os fiéis na terra se ajudam muito pelas orações, exemplos e boas obras;
3º) Podemos socorrer as benditas almas do purgatório, que nos alcançam bênçãos e graças.
(2 Mac 12, 46): “É um pensamento santo e salutar rezar pelos falecidos a fim de que sejam livres de seus pecados”.

*Quando comemoramos esse mistério da Comunhão dos Santos?
         Vivemos esse mistério todos os dias por nossas orações, principalmente no Santo Sacrifício da Missa. Celebramos esse mistério liturgicamente na Festa de todos os Santos, no dia 1 de novembro, e no Dia de Finados, a 2 de novembro.


24ª. LIÇÃO

A IGREJA, MESTRA DA VERDADE

*Porque Jesus Cristo nos deu a Igreja?
         Jesus, em sua bondade e sabedoria divinas, deu a Igreja aos homens:
1º) para ensinar-lhes sua doutrina divina;
2º) para comunicar-lhes as graças sobrenaturais pelos sacramentos;
3º) para, assim, guiá-los para o céu, enquanto ainda caminham neste mundo.

*Poderá a Igreja errar quando nos transmite as doutrinas evangélicas?
         Não. A Igreja não pode errar porque é infalível quando ensina as verdades de fé e de moral.

*Como sabemos que a Igreja é infalível?
         Sabemos que a Igreja é infalível porque Jesus Cristo o prometeu solenemente. Declaro que o Espírito Santo – O Espírito da verdade – sempre fica com ela.
(Jo 14, 16 sg.): “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador para que o Espírito da Verdade permaneça eternamente convosco”.
(1 Tm 3, 15): “A Igreja de Deus vivo é a coluna e fundamento da verdade”.

*O Papa – o sumo Pontífice – é também infalível?
         Sim, o Papa, por uma assistência especial do Espírito Santo, é infalível quando define solenemente uma verdade de fé e moral, porque ele é o Supremo Pastor da Igreja, Mestra da Verdade.
(Mt 28, 20): “Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos”.


25ª. LIÇÃO

A MORTE E A RESSURREIÇÃO DOS HOMENS

*Quando termina nossa vida terrestre?
         Nossa vida terrestre termina com a morte, que é a separação do corpo e da alma.
         (Rm 5, 12): “Assim também passou a morte a todos os homens”.

*Que conhecemos sobre o mistério da morte?
         Sabemos que um dia morreremos, mas não sabemos nem o dia nem a hora. (Mt 25,13) :  ‘’Vigiai e orai, pois não conheceis nem o dia nem a hora’’.

*A separação do corpo e da alma será para sempre?
         Não. No fim do mundo Deus ressuscitará os corpos dos mortos.

*Por que Deus estabelece a ressurreição dos corpos?
         Haverá ressurreição dos corpos para que os corpos participem, ou não participem, para sempre da presença e do amor de Deus.


26ª. LIÇÃO

JUÍZO FINAL: A ÚLTIMA PÁGINA DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

*Quando será o fim do mundo?
         Só Deus conhece o tempo do fim do mundo. Cristo, em sua divina sabedoria, falou do fim do mundo, mas não revelou o dia nem a hora. (Mt 25, 13): “Vigiai, pois não conheceis nem o dia nem a hora”.
*Que acontecerá no fim do mundo, ou seja, no último dia?
         Um dia, este mundo acabará e será completamente transformado. E, no fim do mundo, Jesus voltará para julgar todos os homens, os vivos e os mortos. Será o Juízo Final.
Jo 5, 28sg.: ‘’ Chega a hora em que todos os que estiverem nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus’’.
Jesus mesmo nos fala do Juízo Final da forma mais comovente, no Evangelho de S. Mateus, no capítulo 25.

*Como anuncia Jesus a sentença final?
         Jesus dirá aos maus: ‘’Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno!’’ (Mt 25,41)
E dirá aos bons: ‘’Vinde, benditos de meu Pai...’’ (Mt 25,34). Naquele dia, todos reconheceram também a infinita sabedoria, justiça e bondade de Deus.


27ª. LIÇÃO

JUÍZO PARTICULAR

*Qual o destino da alma, logo depois da morte?
         Logo depois da morte, a alma deve comparecer perante o tribunal de Deus, nosso Criador e nosso Juiz divino. (Heb 9,27): ‘’Foi determinado que os homens morram uma só vez e depois sejam julgados’’.

*Como se chama esse juízo de cada alma?
         Chama-se Juízo particular.

*O que fará a alma nesse Juízo particular?
         Nesse Juízo, a alma deverá prestar contas das boas ou más ações praticadas em sua vida terrena.

*Para onde irá a alma depois do Juízo particular?
         A alma irá ou para o céu, ou para o inferno, ou para o purgatório.


28ª LIÇÃO

PURGATÓRIO: UMA CONSOLADORA VERDADE DE NOSSA FÉ
*Quais são as almas que vão para o purgatório?
         Vão para o purgatório os que morreram em paz e no amor de Deus, mas ainda não satisfizeram plenamente à justiça divina.

*O que é, portanto, o purgatório?
         O purgatório existe para aqueles que, ao terminarem sua peregrinação neste mundo, estão em comunhão com Deus e com os irmãos, mas não estão bastante puros e santos para experimentar toda a grandeza do amor de Deus. Por isso, serão ainda purificados. É uma verdade de Fé.
 Lemos em (Apocalipse 21, 27): ‘’ Não entrará nela (i.é, na Jerusalém Celeste) nada de impuro...”.
(2 Macabeus 12,46): ‘’É um pensamento santo e salutar rezar pelos falecidos, para que sejam livres de seus pecados’’.

*Quais são os maiores sofrimentos das almas do purgatório?
         As almas sofrem profundo arrependimento de terem ofendido a Deus. Seu maior sofrimento é estarem privadas da amorosa contemplação de Deus.

*Podemos nós ajudar e consolar as almas do purgatório?
         Sim. Pelo consolador mistério da Comunhão dos Santos, podemos rezar pelas almas do purgatório, consolando-as e aliviando-lhes as penas.
         Devemos, portanto, praticar com solicitude a obra espiritual que nos manda rezar pelos vivos e falecidos.

*Quanto tempo durará o purgatório?
         O purgatório durará até o Juízo Final.


29ª. LIÇÃO

O CÉU: O HINO FELIZ DE NOSSA ESPERANÇA

*O que é o céu?
         Depois da morte, os que vivem e morrem com Cristo irão experimentar toda a felicidade perfeita e eterna pela posse e contemplação de Deus.
(1Coríntios 2,9): “Os olhos não viram...nem jamais veio ao conhecimento do homem o que Deus preparou para os que o amam’’.
(Apoc 21, 4): “Deus lhes enxugará todas as lágrimas...”

*Quais são os que vão para o céu?
         Irão para o céu imediatamente:
1º) os que morreram na graça de Deus;
2º) estão livres de todo o pecado;
3º) e livre do toda pena de pecado.

*Podemos esperar ir para o céu?
         Podemos e devemos esperar ir para o céu, pois pela graça divina somos herdeiros do céu. Cristo nos alcançou esse direito divino.

*Pode o cristão perder esse direito divino?
         Sim, o cristão pode perder esse direito divino pelo pecado grave, que privando-o da graça santificante, priva-o desse direito sagrado.

*Podemos alcançar novamente o direito ao céu?
         Sim. Pela confissão que perdoa os pecados e nos alcança a graça santificante.
         (Mt 5, 12): Exultai e alegrai-vos, pois minha recompensa nos céus é grande...”
         “Pai nosso, que estais nos céus... venha a nós o vosso reino!”


30ª. LIÇÃO

INFERNO: A MAIS MISTERIOSA MANIFESTAÇÃO DA JUSTIÇA DIVINA

* Que é inferno?
O inferno é o castigo e o sofrimento para aqueles que, cupavelmente recusando todos os dons da salvação, afastaram de si o amor e a misericórdia de Deus, e assim, morreram em pecado mortal.

*Como sabemos da existência do Inferno?
         1º) Jesus, que veio ao mundo para nos salvar, nos fala várias vezes de forma impressionante do inferno.
(Lc 16, 19 sg.): Parábola do pobre Lázaro
(Mt 22, 13): e especialmente (Mt 25, 31-46) (Mc 9, 42 sg.).

*Por que Jesus nos falou do Inferno?
Jesus nos falou do inferno para nos livrar dessa horrível desgraça. Jesus nos amou, morreu por nós na cruz e nos quer salvar. Vida com Deus – morte com Deus!

*É desgraça grande ser condenado ao inferno?
         É a maior desgraça! Pois os condenados nunca poderão contemplar a Deus e ficarão eternamente afastados dele.


Leiamos a passagem mais comovente do Santo Evangelho: Mateus 25. Jamais saíram dos lábios divinos palavras tão comoventes e terríveis! São palavras que saíram dos lábios de Jesus, palavras que sempre abalaram os santos e converteram milhões de pecadores, palavras pronunciadas pela misericórdia divina que nos quer salvar.

Mais sacerdotes, oh Mãe envia, sábios e santos! Ave Maria!


Virgem da Penha, minha alegria. Senhora Nossa! Ave Maria!

(..)
Mais sacerdotes, oh Mãe envia, sábios e santos! Ave Maria!

Esta é parte da canção popular pela qual os capixabas saúdam e honram a Sede da Sabedoria, Porta do Céu, Maria Santíssima. E como não houve quem, recorrendo ao seu terno auxílio, tenha ficado desamparado, as preces deste povo foram ouvidas.


Ontem à tarde, recebi a excepcional notícia que nosso caríssimo amigo e irmão Lucas Lagasse Corrêa (segundo da esquerda para direita- camisa verde) foi aceito no seminário, estando marcada sua ida para o mês de fevereiro do próximo ano. Esta notícia dá a mim e aos amigos, conhecedores da sabedoria e devoção de nosso querido Lucas, uma enorme alegria.
Isto porque, sabemos que a Igreja necessita de mulheres e homens santos. Em especial a Igreja precisa de homens santos, que se façam sacerdotes do Altíssimo, para que conduzam o rebanho que é o povo de Deus, na senda da santidade e da pura devoção do amor a Deus.

Em dias difíceis, em que o Santo Papa nos pede que abracemos a verdadeira fé em Cristo Jesus, vejo surgir várias vocações que, num primeiro momento, demonstram real disposição em abraçar a Cruz e os sofrimentos de Nosso Senhor Jesus.
O Espírito Santo, luz dos corações, guie nosso irmão, e que a Excelsa Rainha seja seu modelo de serviço, desprendimento e amor desinteressado a Deus. Oremos pelas santas vocações. Oremos pelos sacerdotes. Oremos pelo Santo Padre.


Primeiro dia do ano litúrgico.
Dia de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças


domingo, 20 de novembro de 2011

LIÇÕES DO CATECISMO - 4

Salve Maria!
Viva a Cristo Rei do Universo!
Segue mais algumas lições do catecismo. Bom domingo a todos! Vivamos o Reinado de Cristo em nossas almas, levando-O, também, para a sociedade que tanto precisa de um REI!


19ª. LIÇÃO

O ESPÍRITO SANTO

*Por que subiu Jesus, nosso Redentor, ao Céu?
         1. para nos preparar um lugar, conforme Ele mesmo o havia prometido (Jo 14, 2);
         2. para ser nosso intercessor junto ao Pai (1 Tm 2, 5);
         3. para nos enviar o Espírito Santo (At 1, 7-8).

*Quem é o Espírito Santo?
         O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, pessoa divina que desde toda a eternidade procede do Pai e do Filho: ‘’Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo... ’’.

*Quando enviou Jesus o Espírito Santo que tinha prometido?
         Jesus Cristo enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes. ‘’E ficaram todos repletos do Espírito Santo’’ At 2, 4.  

*Que graças concedeu o Espírito Santo aos apóstolos?
         O Espírito Santo comunicou aos Apóstolos uma misteriosa e divina plenitude de graças e dons. Encheu-os de luzes, de coragem, de entusiasmo, e de forças divinas para fundarem e propagarem a Igreja de Jesus Cristo, enriquecendo-os também com os carismas extraordinários.

*Que graças nos comunica o Espírito Santo?
          O Espírito Santo:    
1º) nos ilumina para compreendermos bem as doutrinas do Santo Evangelho;
2º) nos santifica;
3º) nos consola e fortalece espiritualmente. ‘’Não sabeis que vós sois o templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?’’ 1 Cor 3, 16.


20ª. LIÇÃO

A SANTA IGREJA

*Quem fundou a Igreja católica?
         Foi o próprio Jesus Cristo que fundou a Igreja.

*Que é a Igreja?
         A Igreja é a grande família dos filhos de Deus. E dessa família Jesus é o princípio de fé, de vida divina e de amor.

*Podemos chamar a Igreja de “novo Povo de Deus”?
         Sim, porque a Igreja é a sociedade visível dos fiéis que formam esse novo Povo de Deus.

*Como começou Jesus a fundação da Igreja?
1º) reuniu discípulos;
2º) escolheu doze apóstolos;
3º) e nomeou a Pedro seu representante na terra. ‘’Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja... ’’ Mt 16, 18 sg.


21ª. LIÇÃO

A IGREJA VERDADEIRA

*Quantas Igrejas fundou Jesus Cristo?
         Jesus fundou uma só Igreja para ser a Mãe espiritual e a Mestra universal de todos os homens. ‘’... edificarei a minha Igreja...’’ Mt 16, 18.

*Como podemos saber que a Igreja católica é a verdadeira?
         Sabemos que a Igreja católica é a verdadeira porque só ela possui em plenitude as notas características da Igreja fundada por Jesus e propagada pelos apóstolos. 

*Quais são essas notas características divinamente reveladoras da verdadeira Igreja?
         Essas notas são: A unidade – a santidade – a universalidade e a apostolicidade.

* Em que consiste a unidade da Igreja?
         Essa maravilhosa unidade da Igreja se manifesta da forma seguinte:
1º) a Igreja sempre e em toda a parte professa a mesma fé e a mesma doutrina;
2º) administra os mesmos sacramentos;
3º) celebra o mesmo sacrifício divino da missa;
4º) e tem e segue o mesmo chefe e pastor, o Papa, ou Sumo Pontífice: (Jo, 17, 11) : ‘’Pai Santo, guarda os que me deste, para que sejam um, assim como nós...’’ (Jo 10, 16) : ‘’Haverá um só rebanho e um só Pastor’’. (Ef 4, 5-6) : ‘’Não há senão um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos... ’’.

*Em que consiste a santidade da Igreja Católica?
         A Igreja é santa:
1º) porque santo é seu Divino Fundador – Jesus Cristo;
2º) porque é santa, e santificadora a doutrina por ela ensinada:
3º) porque santos e santificadores são seus sacramentos;
4º) porque na Igreja sempre houve santos, cuja santidade Deus manifestou com inúmeros milagres e dons divinos;
5º) porque em todos os tempos houve a santidade heróica dos mártires. Ef 5, 25: ‘’Cristo amou a Igreja e por ela se entregou para santificá-la’’.

*Em que consiste a universalidade ou catolicidade da Igreja?
         A Igreja é universal, ou seja, católica, porque foi fundada para todos os homens e todos os povos e raças e para todos os tempos.
(Mc 16, 15): “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas”.
(Mt 28, 19): Ide, pois, e ensinai a todos os povos”.

*Em que consiste a apostolicidade da Igreja?
         A Igreja é apostólica:
1º) porque foi fundada pelos apóstolos em nome de Cristo;
2º) é governada – através do séculos – pelos sucessores legítimos dos apóstolos;
3º) ensina e crê, em toda a pureza e perfeição, a doutrina dos apóstolos.

*Por que a Igreja também se chama romana?
         A Igreja Católica é chamada também, através dos séculos, Igreja romana por duas razões:
1º) pois são Pedro estabeleceu sua sede em Roma;
2º) pois o chefe supremo da Igreja, o Papa – sucessor de são Pedro – é também o bispo de Roma.