domingo, 2 de fevereiro de 2014

Catequese com o Papa Francisco – 15/01/14 - Sobre o Batismo (parte II)



CATEQUESE - Batismo (Continuação)
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 15 de janeiro de 2014





Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Quarta-feira passada iniciamos um breve ciclo de catequeses sobre os Sacramentos, começando pelo Batismo. E sobre o Batismo gostaria de concentrar-me ainda hoje, para destacar um fruto muito importante deste Sacramento: esse nos torna membros do Corpo de Cristo e do Povo de Deus. São Tomás de Aquino afirma que quem recebe o Batismo é incorporado a Cristo quase como seu próprio membro e é agregado à comunidade dos fiéis (cfr Summa Theologiae, III, q. 69, art. 5; q. 70, art. 1), isso é, ao Povo de Deus. Na escola do Concílio Vaticano II, nós dizemos hoje que o Batismo nos faz entrar no Povo de Deus, nos torna membros de um Povo em caminho, um Povo peregrino na história.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Catequese com o Papa Francisco – 08/01/14 - Batismo

Salve Maria!

Sua Santidade o Papa Francisco, iniciou no dia 08 de janeiro uma série de catequeses relativas aos sacramentos. Começou tratando do Batismo. Acompanhemos o Santo Padre nesse percurso espiritual.








CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 8 de janeiro de 2014






Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje iniciamos uma série de catequeses sobre Sacramentos, e a primeira diz respeito ao Batismo. Por uma feliz coincidência, domingo próximo é justamente a festa do Batismo do Senhor.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo de São Pedro Julião Eymard.

Venha a nós o vosso Reino! Que o Reino de Nosso Senhor se dilate e se aperfeiçoe, tais devem ser nossos suspiros de amor, neste primeiro dia do ano novo. Que seja conhecido e amado nos lugares onde não é conhecido e amado. Que todos completem em si a obra da Encarnação e da Redenção. E onde é Nosso Senhor conhecido e amado? Ah! Pequeno, bem pequeno reino de Jesus Cristo. Há trezentos anos que os homens pisam sobre seus direitos como sobre os da Igreja. Perseguem a Nosso Senhor. Arrancam-lhe templos e povos. Oh! Quantas ruínas eucarísticas!

Tão numerosos são os povos que jamais receberam a luz da Fé! Como poderá Nosso Senhor estabelecer neles seu reinado? Bastaria um Santo. Desejar, portanto, a Nosso Senhor bons sacerdotes, verdadeiros apóstolos, deve ser objeto de nossa prece confiante. Poderemos abandonar os pobres e infiéis que não conhecem nem o Pai celeste, nem a terna Mãe, nem Jesus seu Salvador, entregues como estão ao seu mísero estado? Ah! Que crueldade! Entenda-se, amplie-se o Reino de Nosso Senhor pelas nossas orações. Recebam os pagãos a luz da Fé, conheçam o Salvador! Tornem os hereges e cismáticos ao aprisco, unidos sob o cajado do Bom Pastor!

E por entre os católicos, qual o reinado de Jesus Cristo? Rogai incessantemente pela conversão dos maus católicos, cuja fé é, por assim dizer, inexiste. Pedi a conservação da fé para aqueles que ainda a têm. Pedi essa mesma graça para todos os membros de vossa família, pois enquanto existir esse resto de união a Nosso Senhor, haverá esperança. Judas, ao lado do Salvador, dispunha de maios necessários à salvação: bastava-lhe apenas uma palavra; mas quando abandonou o Mestre, consumou-se o mal e ele se precipitou no abismo profundo.

Pedi, pelo menos, a conservação da Fé em Jesus Cristo, num ou noutro Mistério.

E, para trabalhar pela preservação da Fé, adotai uma linguagem cristã, toda impregnada dessa mesma Fé. Mudai o modo de falar do mundo. Consentimos, por indigna tolerância, que Nosso Senhor seja afastado dos costumes, das leis, da polidez, ao ponto de não ousarmos nos referir a Jesus Cristo numa reunião um tanto mista.

Mesmo entre os católicos praticantes, chamaríamos a atenção se falássemos de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Há tantas almas, dir-se-ia, que não cumprem com o dever pascal, que não vão à Missa, que grande é o receio de ferir um conviva, talvez o próprio anfitrião, que se encontra nesta situação. Falar-se-á arte religiosa, das verdades morais, das belezas da religião, mas de Jesus Cristo na Eucaristia, nunca! Pois bem, mudai de rumo. Fazei profissão aberta da Fé. Sabei dizer Nosso Senhor Jesus Cristo, e nunca só Cristo. É preciso, afinal, mostrar que Nosso Senhor tem direito a viver, a reinar na linguagem da sociedade. É desonra para os católicos ocultarem a Nosso Senhor como o fazem. Urge mostrá-lo por toda a parte. E quem professar francamente sua fé, quem ousar pronunciar o Nome de Jesus Cristo, se colocará à altura de sua Graça. Saibam todos, em público, qual a nossa Fé.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Catequese com o Papa Francisco: remissão dos pecados - 20/11/2013



CATEQUESE - Remissão dos pecados
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 20 de novembro de 2013



Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada falei da remissão dos pecados, referida de modo particular ao Batismo. Hoje prosseguimos no tema da remissão dos pecados, mas em referência ao chamado “poder das chaves”, que é um símbolo bíblico da missão que Jesus deu aos Apóstolos.



Antes de tudo, devemos recordar que o protagonista do perdão dos pecados é o Espírito Santo. Em sua primeira aparição aos Apóstolos, no cenáculo, Jesus ressuscitado fez o gesto de assoprar sobre eles dizendo: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23). Jesus, transfigurado em seu corpo, agora é homem novo, que oferece os dons pascoais frutos da sua morte e ressurreição. Quais são estes dons? A paz, a alegria, o perdão dos pecados, a missão, mas, sobretudo, doa o Espírito Santo que de tudo isto é a fonte. O sopro de Jesus, acompanhado das palavras com as quais comunica o Espírito, indica o transmitir a vida, a vida nova regenerada pelo perdão.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Catequese com o Papa Francisco – 13/11/2013 - Creio na Igreja Una



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 25 de setembro de 2013



Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

No “Credo” nós dizemos “Creio na Igreja, una”, professamos, isso é, que a Igreja é única e esta Igreja é em si mesma unidade. Mas se olhamos para a Igreja Católica no mundo descobrimos que essa compreende quase 3000 dioceses espalhadas em todos os Continentes: tantas línguas, tantas culturas! Aqui há tantos bispos de tantas culturas diferentes, de tantos países. Há o bispo de Sri Lanka, o bispo do Sul da África, um bispo da Índia, há tantos aqui… Bispos da América Latina. A Igreja está espalhada em todo o mundo! No entanto, as milhares de comunidades católicas formam uma unidade. Como pode acontecer isto?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Catequese com o Papa Francisco - 06/11/2013 - Comunhão dos Santos



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 6 de novembro de 2013





Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada falei da comunhão dos santos, entendida como comunhão entre as pessoas santas, isso é, entre nós crentes. Hoje gostaria de aprofundar outro aspecto desta realidade: vocês se lembram de que eram dois aspectos: um a comunhão, a unidade entre nós, e o outro aspecto a comunhão nas coisas santas, nos bens espirituais. Os dois aspectos estão intimamente ligados entre si, de fato, a comunhão entre os cristãos cresce mediante a participação nos bens espirituais. Em particular, consideremos: os Sacramentos, os carismas e a caridade (cfr Catecismo da Igreja Católica nn 949-953). Nós crescemos em unidade, em comunhão, com: os Sacramentos, os carismas que cada um tem do Espírito Santo e com a caridade.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Catequese com o Papa Francisco – 23/10/2013 - Sobre Maria Santíssima



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 23 de outubro de 2013



Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Continuando as catequeses sobre a Igreja, hoje gostaria de olhar para Maria como imagem e modelo da Igreja. Faço isso retomando uma expressão do Concílio Vaticano II. Diz a Constituição Lumen gentium: “Como já ensinava Santo Ambrósio, a Mãe de Deus é figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo” (n. 63).

1. Partamos do primeiro aspecto, Maria como modelo de fé. Em que sentido Maria representa um modelo para a fé da Igreja? Pensemos em quem era a Virgem Maria: uma moça judia, que esperava com todo o coração a redenção do seu povo. Mas naquele coração de jovem filha de Israel havia um segredo que ela mesma ainda não conhecia: no desígnio do amor de Deus estava destinada a tornar-se a Mãe do Redentor. Na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-a “cheia de graça” e lhe revela este projeto. Maria responde “sim” e daquele momento a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela se fez carne e no qual se cumprem as promessas de toda a história da salvação. A fé de Maria é o cumprimento da fé de Israel, nela está justamente concentrado todo o caminho, toda a estrada daquele povo que esperava a redenção, neste sentido é o modelo da fé da Igreja que tem como centro Cristo, encarnação do amor infinito de Deus.