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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Guido Schaffer, o "beato surfista": entre a prancha e a execração.
A abertura do processo de beatificação do "santo surfista" Guido Vidal França Schaffer causou um certo frenesi nos católicos brasileiros.
Uns pela histeria da novidade, como o avanço da teologia dos ditos "santos de calça jeans", outros também pela histeria, mas como se o simples fato do seminarista gostar de surfar fosse motivo de execração pública.
O processo de beatificação, não se deu pelo DETALHE do jovem, médico e seminarista, surfar, mas porque de algum modo surpreendente e exemplar, buscou seguir com perfeição o Evangelho de NSJC, alcançando não só um crescimento espiritual, mas também um transbordamento do amor à Deus no serviço aos sofredores.
A caridade, certamente, é DEVER de todo o cristão. Sim! Mas não por ser uma mera obrigação, mas sim, porque deve ser praticado como serviço amoroso a Cristo mesmo. Não como moeda de troca, mas como desprendimento e desejo de que se conheça Jesus Cristo. Este grau de caridade, penso eu, é expressão da perfeição que todo o cristão honesto deve seguir e assim alcançar a santidade.
Ser santo não é ser canonizado, ser santo é viver com determinação a verdadeira doutrina de Cristo, segundo seu Evangelho e conforme ensina a Santa Religião. A canonização é consequência disso. E isto está ao alcance de todos. A salvação está ao alcance de todos.
E o que é a salvação senão ser santo? .
"Senhor, quem morará em vossa casa e em vosso Monte santo habitará?'
É aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua; que em nada prejudica o seu irmão, nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor" (Sl 14, 1-4).
Pois bem. Vigiemos para alcançarmos a salvação, isto é, sermos santos.
Sejamos mais espertos que os filhos deste mundo.
Sejamos santos.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Feliz Ano Novo de São Pedro Julião Eymard.
Venha a nós o vosso Reino! Que o Reino de Nosso Senhor se dilate e se aperfeiçoe, tais devem ser nossos suspiros de amor, neste primeiro dia do ano novo. Que seja conhecido e amado nos lugares onde não é conhecido e amado. Que todos completem em si a obra da Encarnação e da Redenção. E onde é Nosso Senhor conhecido e amado? Ah! Pequeno, bem pequeno reino de Jesus Cristo. Há trezentos anos que os homens pisam sobre seus direitos como sobre os da Igreja. Perseguem a Nosso Senhor. Arrancam-lhe templos e povos. Oh! Quantas ruínas eucarísticas!
Tão numerosos são os povos que jamais receberam a luz da Fé! Como poderá Nosso Senhor estabelecer neles seu reinado? Bastaria um Santo. Desejar, portanto, a Nosso Senhor bons sacerdotes, verdadeiros apóstolos, deve ser objeto de nossa prece confiante. Poderemos abandonar os pobres e infiéis que não conhecem nem o Pai celeste, nem a terna Mãe, nem Jesus seu Salvador, entregues como estão ao seu mísero estado? Ah! Que crueldade! Entenda-se, amplie-se o Reino de Nosso Senhor pelas nossas orações. Recebam os pagãos a luz da Fé, conheçam o Salvador! Tornem os hereges e cismáticos ao aprisco, unidos sob o cajado do Bom Pastor!
E por entre os católicos, qual o reinado de Jesus Cristo? Rogai incessantemente pela conversão dos maus católicos, cuja fé é, por assim dizer, inexiste. Pedi a conservação da fé para aqueles que ainda a têm. Pedi essa mesma graça para todos os membros de vossa família, pois enquanto existir esse resto de união a Nosso Senhor, haverá esperança. Judas, ao lado do Salvador, dispunha de maios necessários à salvação: bastava-lhe apenas uma palavra; mas quando abandonou o Mestre, consumou-se o mal e ele se precipitou no abismo profundo.
Pedi, pelo menos, a conservação da Fé em Jesus Cristo, num ou noutro Mistério.
E, para trabalhar pela preservação da Fé, adotai uma linguagem cristã, toda impregnada dessa mesma Fé. Mudai o modo de falar do mundo. Consentimos, por indigna tolerância, que Nosso Senhor seja afastado dos costumes, das leis, da polidez, ao ponto de não ousarmos nos referir a Jesus Cristo numa reunião um tanto mista.
Mesmo entre os católicos praticantes, chamaríamos a atenção se falássemos de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Há tantas almas, dir-se-ia, que não cumprem com o dever pascal, que não vão à Missa, que grande é o receio de ferir um conviva, talvez o próprio anfitrião, que se encontra nesta situação. Falar-se-á arte religiosa, das verdades morais, das belezas da religião, mas de Jesus Cristo na Eucaristia, nunca! Pois bem, mudai de rumo. Fazei profissão aberta da Fé. Sabei dizer Nosso Senhor Jesus Cristo, e nunca só Cristo. É preciso, afinal, mostrar que Nosso Senhor tem direito a viver, a reinar na linguagem da sociedade. É desonra para os católicos ocultarem a Nosso Senhor como o fazem. Urge mostrá-lo por toda a parte. E quem professar francamente sua fé, quem ousar pronunciar o Nome de Jesus Cristo, se colocará à altura de sua Graça. Saibam todos, em público, qual a nossa Fé.
Tão numerosos são os povos que jamais receberam a luz da Fé! Como poderá Nosso Senhor estabelecer neles seu reinado? Bastaria um Santo. Desejar, portanto, a Nosso Senhor bons sacerdotes, verdadeiros apóstolos, deve ser objeto de nossa prece confiante. Poderemos abandonar os pobres e infiéis que não conhecem nem o Pai celeste, nem a terna Mãe, nem Jesus seu Salvador, entregues como estão ao seu mísero estado? Ah! Que crueldade! Entenda-se, amplie-se o Reino de Nosso Senhor pelas nossas orações. Recebam os pagãos a luz da Fé, conheçam o Salvador! Tornem os hereges e cismáticos ao aprisco, unidos sob o cajado do Bom Pastor!
E por entre os católicos, qual o reinado de Jesus Cristo? Rogai incessantemente pela conversão dos maus católicos, cuja fé é, por assim dizer, inexiste. Pedi a conservação da fé para aqueles que ainda a têm. Pedi essa mesma graça para todos os membros de vossa família, pois enquanto existir esse resto de união a Nosso Senhor, haverá esperança. Judas, ao lado do Salvador, dispunha de maios necessários à salvação: bastava-lhe apenas uma palavra; mas quando abandonou o Mestre, consumou-se o mal e ele se precipitou no abismo profundo.
Pedi, pelo menos, a conservação da Fé em Jesus Cristo, num ou noutro Mistério.
E, para trabalhar pela preservação da Fé, adotai uma linguagem cristã, toda impregnada dessa mesma Fé. Mudai o modo de falar do mundo. Consentimos, por indigna tolerância, que Nosso Senhor seja afastado dos costumes, das leis, da polidez, ao ponto de não ousarmos nos referir a Jesus Cristo numa reunião um tanto mista.
Mesmo entre os católicos praticantes, chamaríamos a atenção se falássemos de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Há tantas almas, dir-se-ia, que não cumprem com o dever pascal, que não vão à Missa, que grande é o receio de ferir um conviva, talvez o próprio anfitrião, que se encontra nesta situação. Falar-se-á arte religiosa, das verdades morais, das belezas da religião, mas de Jesus Cristo na Eucaristia, nunca! Pois bem, mudai de rumo. Fazei profissão aberta da Fé. Sabei dizer Nosso Senhor Jesus Cristo, e nunca só Cristo. É preciso, afinal, mostrar que Nosso Senhor tem direito a viver, a reinar na linguagem da sociedade. É desonra para os católicos ocultarem a Nosso Senhor como o fazem. Urge mostrá-lo por toda a parte. E quem professar francamente sua fé, quem ousar pronunciar o Nome de Jesus Cristo, se colocará à altura de sua Graça. Saibam todos, em público, qual a nossa Fé.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
São Lúcifer, rogai por nós!
Por Jonatan Rocha do Nascimento
Hoje em dia tem-se uma aversão muito grande ao nome LÚCIFER, pois logo o associamos ao Demônio, Capeta, Satanás, etc., de uma maneira não muito acertada, vez que não há um embasamento para isto.
A palavra lucifer vem do latim lucem ferre e significa “portador da luz” e, biblicamente, refere-se a “estrela da manhã”, a “estrela d’alva”, “aurora”, etc. Senão vejamos: “Et quasi meridianus fulgor consurget tibi ad vesperam, et, cum te caligine tectum putaveris, orieris ut lucifer”, que na tradução quer dizer “o futuro te será mais brilhante do que o meio-dia, as trevas se mudarão em aurora”, que se pode encontrar no versículo 17 do capítulo 11 do Livro de Jó.
A palavra lucifer se repete ainda outras vezes:
Tecum
principatus in die virtutis tuae, in splendoribus sanctis, ex utero ante luciferum
genui te. (Liber Psalmorum 110,3)Bíblia Neo Vulgata
No dia de teu nascimento, já possuis a realeza no esplendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei antes da aurora. (Salmo 109, 3) Bíblia Ave Maria
***
Quomodo
cecidisti de caelo, lucifer, fili aurorae? Deiectus es in terram, qui
deiciebas gentes, (Liber Isaiae 14, 12) Bíblia
Neo Vulgata.
Então! Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Então! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações! (Isaías 14, 12) Fazendo menção ao Rei da Babilônia que haveria de ser derrotado.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Mostre-me o que o que assinas, que eu te direi quem és!
Por Jonatan Rocha do Nascimento
O Santo Padre, o papa Bento XVI, tem nestes últimos dias insistido que se busque o conhecimento da fé católica por meios corretos e eficazes que propaguem a fé católica e o Evangelho de Nosso Senhor, através de uma responsável utilização da internet e das redes sociais:
A verdade do Evangelho não é algo que possa
ser objecto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma
resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre
exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e
irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as
relações humanas directas na transmissão da fé![1]
Assim, convida-se à evangelização virtual comprometida com a realidade humana, que não descura do trato humano. O que se torna um desafio, uma vez que a interação dos meios nem sempre é possível e, por vezes, uma exclui a outra.
De qualquer forma, há que se empenhar sempre na evangelização, dentro ou fora da grande rede, de modo responsável e, acima de tudo, dando testemunho do que se prega, especialmente aqueles que se propõem a fazê-lo sendo parte integrante do clero, como leigo consagrado, ou ainda, quem busca ter uma vida consagrada a Deus, um vocacionado.
Ocorre que, não raras vezes, nos vemos diante de situações que nos deixam, no mínimo encabulados.
Dada à impessoalidade das redes sociais, e de toda a internet em si, se “conhece” as pessoas através de seus perfis, estes que, por sua vez, indicam preferências, gostos, hobbies, etc. Forma-se, então, o rosto da pessoa a partir do qual cria-se um perfil particular nas mentes dos que se relacionam virtualmente com o usuário e, naturalmente, se tem uma expectativa acerca de suas publicações.
Assim, o que se pode esperar de um religioso além de mensagens bíblicas, reflexões edificantes ou inocentes mensagens de divertimento ou coisas do dia-a-dia? Estas são questões ordinárias que todos estão acostumados a ver e que, instintivamente, aguardamos.
Muitas vezes, porém, nos deparamos com comentários, publicações e fotografias que contradizem a busca de santidade da pessoa em questão que podem, além de escandalizar, provocar diversas consequências trágicas, inclusive, induzir o outro ao pecado. Assim, estes meios de evangelização tornam-se uma faca de dois gumes.
Isto porque, muitas vezes, podem-se esconder os pensamentos do mundo exterior, contudo, por “inocência” ou falta de técnica no manuseio de tais ferramentas a pessoa se expõe de tal modo que põe em risco todo o trabalho que diz promover, levando à descrença de muitos e, muitas vezes, à ridicularização da Igreja.
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sábado, 4 de agosto de 2012
Os Sete Sacramentos - MATRIMÔNIO
Retirado do
Catecismo Maior de São Pio X
Quarta Parte
Dos Sacramentos
§ 1º - Natureza do Sacramento do Matrimônio
826) Que é o Sacramento do Matrimônio?
O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.
827) Por quem foi instituído o Matrimônio?
O Matrimônio foi instituído pelo próprio Deus no Paraíso terrestre; e no Novo Testamento foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.
828) Tem o Sacramento do Matrimônio alguma significação especial?
O Sacramento do Matrimônio significa a união indissolúvel de Jesus Cristo com a Santa Igreja, sua esposa e nossa Mãe amantíssima.
829) Por que se diz que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel?
Diz-se que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel, isto é, que não se pode quebrar senão pela morte de um dos cônjuges, porque assim o estabeleceu Deus desde o começo, e assim o proclamou solenemente Jesus Cristo, Senhor Nosso.
830) No Matrimônio cristão, poder-se-ia separar o contrato do Sacramento?
Não. No Matrimônio entre cristãos o contrato não se pode separar do Sacramento, porque para eles o Matrimônio não é outra coisa senão o mesmo contrato natural, elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.
831) Então, entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento?
Entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento.
832) Que efeitos produz o Sacramento do Matrimônio?
O Sacramento do Matrimônio:
1º dá um aumento da graça santificante;
2º confere a graça especial para se cumprirem fielmente todos os deveres matrimoniais.
§ 2º - Ministros, cerimônias e disposições para o Matrimônio
833) Quem são os ministros do Sacramento do Matrimônio?
Os ministros deste Sacramento são os mesmos esposos, que reciprocamente conferem e recebem o Sacramento.
834) De que maneira se administra este Sacramento?
Este Sacramento, porque conserva a natureza de contrato, é administrado pelos mesmos contraentes, declarando na presença do próprio pároco, ou de outro Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas, que se unem em matrimônio.
835) Para que serve então a bênção que o pároco dá aos esposos?
A bênção que o pároco dá aos esposos não é necessária para constituir o Sacramento, mas é dada para sancionar em nome da Igreja a sua união, e para atrair sempre mais sobre eles as bênçãos de Deus.
836) Que intenção deve ter quem contrai Matrimônio?
Quem contrai Matrimônio deve ter intenção:
1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado;
2º de procurar nele a salvação da própria alma;
3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der.
837) De que maneira se devem dispor os esposos para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio?
Os esposos, para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio, devem:
1º encomendar-se de todo o coração a Deus, para conhecer a sua vontade e para alcançar dEle as graças que são necessárias em tal estado;
2º consultar os próprios pais, antes de chegar ao noivado, como o exige a obediência e o respeito devido aos mesmos;
3º preparar-se com uma boa confissão, até mesmo geral, se for necessário, de toda a vida;
4º evitar toda a familiaridade perigosa de trato e de palavras, ao conversarem mutuamente antes de receberem este Sacramento.
838) Quais são as principais obrigações das pessoas unidas em Matrimônio?
As pessoas unidas em Matrimônio devem:
1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo;
2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e harmonia;
3º se têm filhos, cuidar seriamente de prover às suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolher o estado de vida a que Deus os chamar.
§ 3º - Condições e impedimentos do Matrimônio
839) Que é necessário para contrair validamente o Matrimônio cristão?
Para contrair validamente o Matrimônio cristão é necessário estar livre de qualquer impedimento matrimonial dirimente, e dar livremente o próprio consentimento ao contrato do Matrimônio na presença do próprio pároco ou de um Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas.
840) Que é necessário para contrair licitamente o Matrimônio cristão?
Para contrair licitamente o Matrimônio cristão, é necessário estar livre dos impedimentos matrimoniais impedientes, estar instruído nas verdades principais da religião, e estar em estado de graça. Não estando em estado de graça, cometer-se-ia um sacrilégio.
841) Que são os impedimentos matrimoniais?
Os impedimentos matrimoniais são certas circunstâncias que tornam o matrimônio ou inválido ou ilícito. No primeiro caso chamam-se impedimentos dirimentes, no segundo impedimentos impedientes.
842) Dai-me alguns exemplos de impedimentos dirimentes.
Impedimentos dirimentes são, por exemplo, a consanguinidade até ao terceiro grau, o parentesco espiritual, o voto solene de castidade, a diversidade de culto entre batizados e não batizados etc.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Dom Eugênio: Descanse em Paz.
A compreensão de uma vida dedicada a Deus chega ao seu cume, certamente, no fim da vida terrena: na vida celestial. Contudo, é possível, ainda aqui, perceber com certa clareza, a grandeza e onipotência do Senhor.
A entrega real ao serviço de Deus torna-se mais aprazível, ainda que diante de perseguições, opróbios, calúnias, quando se está convencido, por graça e amor de Cristo, que devemo-nos por inteiramente a Sua disposição, sem titubear, ainda que sejamos fracos diante de nossa condição de miseráveis pecadores.
Eis porque Paulo, em tantos momentos de sua vida, e até mesmo quando aprisionado, transparece felicidade por ter realizado com zelo e determinação sua função de pregador da Cruz do Senhor, por amor e retribuição a tudo o que foi feito a seu favor: “... Com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que pouse sobre mim a força de Cristo” (2 Cor. 12, 9).
Diminuir diante de Deus, prostrarmo-nos de joelhos em humilde reverência passa, então, a ser mais do que um jeito exterior, passa-se a fazê-lo em vida, com gestos autênticos de um real conhecimento dos propósitos celestiais do Altíssimo. A vida tem novo sentido, pois o sentido todo está compreendido e é Deus.
Na noite de ontem, fomos surpresados com a notícia do falecimento de um “intrépido pastor”, nas palavras utilizadas pelo Santo Padre Papa Bento XVI, Dom Eugênio de Araújo Cardeal Sales.
Dom Eugênio viveu, certamente, uma época difícil para toda a Igreja e, especialmente, para o Brasil, um período de mudanças abruptas que, por vezes, exigia atitudes enérgicas, firmes. Ajudou os que necessitados, abrigou quem necessitava de refúgio, alimentou que passava fome: in caritate non ficta.
Seu lema “Impendam et superimpendar” parece-nos ser uma singela mensagem de que, de fato, Sua Eminência compreendeu sua responsabilidade na condução da almas, defendendo o que é justo, mesmo diante de tantos e tantos inimigos infiltrados neste redil.
“Quanto a mim, de bom grado despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor. Será que, dedicando-vos mais amor, serei, por isto, menos amado? (2 Cor. 12, 15)”. Eis o que diz São Paulo. Eis o que diz Dom Eugênio.
Despender significa gastar, dar, mas, no contexto, não dos outros, mas de si mesmo. Consumir-se de serviço a Deus. Gastar-se como o giz que risca a lousa, em favor da mensagem que deve transmitir para o conhecimento de todos.
A liturgia do dia de hoje, 10 de julho de 2012, termina com a seguinte frase: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”. Um sutil apelo do Senhor à sua Igreja no Brasil e no mundo? É o que cremos.
Oremos para que, mesmo com tantos inimigos disfarçados na Grei do Altíssimo Deus, sejamos intrépidos defensores da Verdade, verdadeiros trabalhadores da messe, autênticos soldados de Cristo.
Dai a Dom Eugênio, Senhor, o descanso eterno
E a luz perpétua o ilumine
Descanse em paz.
Amém.
sábado, 7 de julho de 2012
Católicos: Há vagas
Por Jonatan Rocha do Nascimento
Pululou nos noticiários, redes sociais, pasquins, jornalecos, revistas, programas de TV a queda do número de católicos no país, que segundo dados divulgados pelo IBGE, passou de 73,6% (2000) para 64,6% (2010).
Por esta razão, informamos que há vagas para todos aqueles que desejam ingressar nesta respeitável Instituição, sem necessidade de experiência prévia ou conhecimentos específicos, sem curso superior, sem cadastro de reservas: a contratação é imediata, isto é, tão logo haja um treinamento para qualificar o candidato nas diretrizes básicas exigidas na função.
Embora as exigências de ingresso não sejam muitas, é necessário, contudo, que o candidato esteja empenhado em dedicar-se às normas aqui estabelecidas que, tendo em vista a nossa credibilidade bimilenar, dificilmente são alteradas. Somos formados por povos distintos, numa hierarquia, que deve ser obedecida, haja vista que as finalidades que nos propomos a exercer exigem extrema coesão e unidade, especialmente no que tange à compreensão e aceitação da espinha dorsal de nossos Estatutos.
Ao ingressar em nossos quadros, deverá exercer suas funções com todo zelo possível, uma vez que em todo e qualquer lugar do globo, deverá ser reconhecimento como um de nossos integrantes, portanto, a boa apresentação, a expressão de um feliz eleito a um de nossos cargos, bem como a cooperação mútua devem ser como uma marca registrada.
Justamente por esta coesão e unicidade, somos incentivados, neste mútuo auxílio, a cooperar no regular desempenho dos demais ofícios, observando e analisando possíveis falhas no seguimento das normas estabelecidas pela Direção, sejam as escritas ou aquelas passadas costumeiramente ao longo dos anos de experiência.
Não obstante tenhamos demonstrado, no decorrer dos séculos, nossa capacidade de organização e aceitação em todo o mundo, somos alvo de uma concorrência, considerada por muitos, desleal, muito embora o pioneirismo, autenticidade e credibilidade desta instituição tenha provado às pequenas células neste ramo que somos imbatíveis e insuperavelmente genuínos, graças a nossa Excelsa Direção.
Por este mesmo motivo, é necessário que os colaboradores compreendam a responsabilidade que possuem, não só na divulgação da nossa especialidade, mas também levem a conhecer a tantos quantos possam, defendendo nossa identidade de todas as investidas sorrateiras da oposição festiva.
Por fim, desejamos a todos os 64,6% de nossos colaboradores presentes nesta nação, que não desanimem e permaneçam firmes, demonstrando com exemplar conduta, o que é fazer parte desta nossa empresa. Garantimos a todos o melhor dos salários e uma viagem de ida para uma terra de esplendores mais sublimes que qualquer resort poderia oferecer.
Garanta sua vaga vitalícia e hereditária.
Parabéns a todos.
Procure a paróquia mais próxima.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A Sagrada Liturgia e a secularização
por Jonatan Rocha do Nascimento
Primeiramente, para iniciarmos este pequeno texto, cumpre-nos justificar a motivação que nos impele a escrita. Antes de tudo, está o amor de Cristo, sobre o qual nada deve se sobrepor e, consequentemente, a crescente secularização da sociedade mundial, em especial, a sociedade brasileira.
De maneira velada, ou nem tanto, se quer retirar qualquer vestígio de Cristianismo da sociedade humana ou, sejamos mais diretos, de qualquer símbolo que expresse a fé católica, milenarmente transmitida aos quatro cantos do mundo, sendo alicerce de gerações, sistemas, filosofias, ciências, etc[1].
Este mesmo mundo civilizado e desenvolvido pelos ensinamentos provenientes da cultura católica, desejam, a todo custo, extirpá-la de seu meio e, pior ainda, querem apagar a imagem de Deus, banalizando-a, diminuindo seu valor, reduzindo a fé a mero culto privado que, de modo algum pode extrapolar os limites que foram impostos.
O Santo Padre Leão XIII, na iminência de um novo milênio, dizia que um dos maiores infortúnios é o desconhecimento de Nosso Senhor Jesus, contudo, pior ainda, “tê-Lo conhecido, e depois de negar ou esquecê-Lo, é um crime tão sujo e tão insano que parece impossível para qualquer homem ser culpado dela”[2].
E se com um beijo Cristo foi traído, hoje Ele é traído com gestos muito menos delicados, insultos e injúrias, contra Sua própria figura e contra as verdades reveladas na Sagrada Escritura, ambos resguardados pela Santa Igreja Católica.
Neste contexto, somos provocados à reações, reações cristãs, para que não se ponha o luzeiro debaixo de uma vasilha. Se somos, portanto, luzes neste mundo, devemos ser com tal, iluminando a escuridão da incredulidade e da falta de fé que, lamentavelmente, quer se infiltrar no seio da Igreja. Para visualizarmos claramente este panorama, basta que se pergunte aos mais antigos, o número de confrarias em honra a Nossa Senhora, quantos terços eram recitados nas casas e nas Igrejas, quão devotas eram as senhoras que rezavam as novenas dos santos, quantas romarias e procissões eram feitas, sempre resplandecendo a cultura da sociedade católica.
Hoje, mal se saber rezar as principais orações dos cristãos, não se conhece os Sagrados Mistérios da Encarnação e Morte de Nosso Senhor, desdenha-se da Imaculada Conceição da Maria Santíssima, bem como de sua Assunção ao Céu. Já não se recomenda sua proteção poderosíssima, nem de seu Castíssimo Esposo São José. E o que falar da Santa Missa, este Divino Mistério de nossa redenção?
Ora, se queremos que todos sejam conduzidos à glória de Deus, devemos, em primeiro lugar, glorificá-lo com nossas vidas, com atitudes e, sobretudo, com amor inabalável aos divinos mistérios administrados pela Igreja, por meio dos sacerdotes. Demonstrando amor verdadeiro às riquezas espirituais da Igreja, inspiraremos, pela graça de Deus, o amor – senão ao menos simpatia- daqueles que hoje nos beijam a face.
Assim, começaremos tecer breves comentários acerca do tesouro espiritual da Igreja, sobretudo o Santo Sacrifício da Missa, com a finalidade de despertar zelo, reverência e amor à Nosso Senhor Jesus Cristo, para Sua maior glória, e para santificação das almas, especialmente, a nossa.
A Santa Mãe de Deus, por seu poderoso amparo, faça despertar o amor ao Cristo Crucificado e, mortos com Ele, vivemos o amor perfeito Nele.
[1] Com efeito, onde quer que a Igreja tenha penetrado,
imediatamente tem mudado a face das coisas e impregnado os costumes públicos
não somente de virtudes até então desconhecidas, mas ainda de uma civilização
toda nova. Todos os povos que a têm acolhido se distinguiram pela doçura, pela
equidade e pela glória dos empreendimentos. (Leão XIII, Enc. Immortale Dei)
[2] Tametsi Futura Prospicientibus, nº 3.
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
De um católico a CNBB.
Reverendíssimos Srs. Padres da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), primeiramente peço-lhes a bênção! Desejo-lhes um felicíssimo ano novo, Ano da Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Neste 4º dia do mês de janeiro, decidi ler as notícias no site da CNBB e fico felicíssimo ao ver um artigo explicando o sentido do tradicional hino litúrgico Te Deum (A Vós, ó Deus). O que tenho a dizer? Belíssimo, muito bom que no site da Igreja no Brasil os fiéis sejam levados a conhecer esta pérola no riquíssimo tesouro cultural da Igreja que, mais do que cultural, trata-se de verdadeira mostra do esplendor do Altíssimo Senhor.
Por outro lado, fico bastante entristecido. Ferido de morte. Parece exagero, mas não é. Arrasa-me saber que este conhecimento não está ao alcance de todos. Que estas expressões verdadeiramente católicas estão tão ocultas. O véu foi resposto no templo, inacessível, inalcançável, quiçá, inexistente nesta Terra de Santa Cruz. Digo isto, não por ouvir dizer ou por ter lido na internet, mas porque está cristalino como água a que pé caminhamos atualmente. Isto em minha Arquidiocese que, acredito, ser um reflexo da realidade brasileira.
Neste 4º dia do mês de janeiro, decidi ler as notícias no site da CNBB e fico felicíssimo ao ver um artigo explicando o sentido do tradicional hino litúrgico Te Deum (A Vós, ó Deus). O que tenho a dizer? Belíssimo, muito bom que no site da Igreja no Brasil os fiéis sejam levados a conhecer esta pérola no riquíssimo tesouro cultural da Igreja que, mais do que cultural, trata-se de verdadeira mostra do esplendor do Altíssimo Senhor.
Por outro lado, fico bastante entristecido. Ferido de morte. Parece exagero, mas não é. Arrasa-me saber que este conhecimento não está ao alcance de todos. Que estas expressões verdadeiramente católicas estão tão ocultas. O véu foi resposto no templo, inacessível, inalcançável, quiçá, inexistente nesta Terra de Santa Cruz. Digo isto, não por ouvir dizer ou por ter lido na internet, mas porque está cristalino como água a que pé caminhamos atualmente. Isto em minha Arquidiocese que, acredito, ser um reflexo da realidade brasileira.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
1ª LIÇÃO DO CATECISMO
Salve Maria!
Como proposto para atividades do blog, iniciaremos um estudo "básico" da Fé Cristã Católica. Infelizmente muitos não tiveram a oportunidade de receber um bom catecismo antes de fazer 1ª Comunhão e por isso não se interessaram em buscar o conhecimento da Fé e suplicar ao Senhor tão grande dom. Esse catecismo que publicarei foi-me dado por minha avó paterna quando eu era criança. Um tesouro e relíquia dos tempos que as editoras católicas eram de fato Católicas. Não colocarei pensamentos meus, só escreverei o que estiver no livro, que de tão velho, mas de conteúdo tão atual, se decompõem em páginas amareladas...
Boa leitura, caros irmãos e irmãs! Estudai o catecismo! Foi um mandado de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, Gloriosamente Reinante!
1ª LIÇÃO
A primeira grande pergunta
*Quem somos nós?
Somos criaturas compostas de corpo e alma e dotadas de inteligência e de vontade livre. Nosso corpo é mortal e nossa alma é espiritual e imortal. Somos misteriosos peregrinos deste mundo rumo a eternidade
*E quem nos criou?
Foi Deus quem nos criou, nos deu a existência, a vida e tudo o que temos e possuímos. Somos todos irmãos. Tudo é para todos.
*E para que vivemos neste mundo?
Vivemos neste mundo para conhecer e amar a Deus, nosso divino Criador. Vivemos também neste mundo para sermos bons, felizes e realizados nesta vida e, assim, alcançar a felicidade eterna.
*Como podemos alcançar esse nosso fim?
Alcançaremos nosso fim cumprindo a vontade de Deus, nosso Criador, que se manifesta nos ensinamentos da fé cristã.
*Onde encontramos esses ensinamentos da fé cristã?
Encontramos esses ensinamentos da fé cristã na Sagrada escritura e na Tradição que é uma autêntica complementação da Sagrada Escritura.
*O que é o catecismo?
O catecismo católico é um precioso e claro resumo das doutrinas de fé e moral contidas na Sagrada Escritura e na Tradição.
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