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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo de São Pedro Julião Eymard.

Venha a nós o vosso Reino! Que o Reino de Nosso Senhor se dilate e se aperfeiçoe, tais devem ser nossos suspiros de amor, neste primeiro dia do ano novo. Que seja conhecido e amado nos lugares onde não é conhecido e amado. Que todos completem em si a obra da Encarnação e da Redenção. E onde é Nosso Senhor conhecido e amado? Ah! Pequeno, bem pequeno reino de Jesus Cristo. Há trezentos anos que os homens pisam sobre seus direitos como sobre os da Igreja. Perseguem a Nosso Senhor. Arrancam-lhe templos e povos. Oh! Quantas ruínas eucarísticas!

Tão numerosos são os povos que jamais receberam a luz da Fé! Como poderá Nosso Senhor estabelecer neles seu reinado? Bastaria um Santo. Desejar, portanto, a Nosso Senhor bons sacerdotes, verdadeiros apóstolos, deve ser objeto de nossa prece confiante. Poderemos abandonar os pobres e infiéis que não conhecem nem o Pai celeste, nem a terna Mãe, nem Jesus seu Salvador, entregues como estão ao seu mísero estado? Ah! Que crueldade! Entenda-se, amplie-se o Reino de Nosso Senhor pelas nossas orações. Recebam os pagãos a luz da Fé, conheçam o Salvador! Tornem os hereges e cismáticos ao aprisco, unidos sob o cajado do Bom Pastor!

E por entre os católicos, qual o reinado de Jesus Cristo? Rogai incessantemente pela conversão dos maus católicos, cuja fé é, por assim dizer, inexiste. Pedi a conservação da fé para aqueles que ainda a têm. Pedi essa mesma graça para todos os membros de vossa família, pois enquanto existir esse resto de união a Nosso Senhor, haverá esperança. Judas, ao lado do Salvador, dispunha de maios necessários à salvação: bastava-lhe apenas uma palavra; mas quando abandonou o Mestre, consumou-se o mal e ele se precipitou no abismo profundo.

Pedi, pelo menos, a conservação da Fé em Jesus Cristo, num ou noutro Mistério.

E, para trabalhar pela preservação da Fé, adotai uma linguagem cristã, toda impregnada dessa mesma Fé. Mudai o modo de falar do mundo. Consentimos, por indigna tolerância, que Nosso Senhor seja afastado dos costumes, das leis, da polidez, ao ponto de não ousarmos nos referir a Jesus Cristo numa reunião um tanto mista.

Mesmo entre os católicos praticantes, chamaríamos a atenção se falássemos de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Há tantas almas, dir-se-ia, que não cumprem com o dever pascal, que não vão à Missa, que grande é o receio de ferir um conviva, talvez o próprio anfitrião, que se encontra nesta situação. Falar-se-á arte religiosa, das verdades morais, das belezas da religião, mas de Jesus Cristo na Eucaristia, nunca! Pois bem, mudai de rumo. Fazei profissão aberta da Fé. Sabei dizer Nosso Senhor Jesus Cristo, e nunca só Cristo. É preciso, afinal, mostrar que Nosso Senhor tem direito a viver, a reinar na linguagem da sociedade. É desonra para os católicos ocultarem a Nosso Senhor como o fazem. Urge mostrá-lo por toda a parte. E quem professar francamente sua fé, quem ousar pronunciar o Nome de Jesus Cristo, se colocará à altura de sua Graça. Saibam todos, em público, qual a nossa Fé.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

São Lúcifer, rogai por nós!



Por Jonatan Rocha do Nascimento

Hoje em dia tem-se uma aversão muito grande ao nome LÚCIFER, pois logo o associamos ao Demônio, Capeta, Satanás, etc., de uma maneira não muito acertada, vez que não há um embasamento para isto.


A palavra lucifer vem do latim lucem ferre e significa “portador da luz” e, biblicamente, refere-se a “estrela da manhã”, a “estrela d’alva”, “aurora”, etc. Senão vejamos: “Et quasi meridianus fulgor consurget tibi ad vesperam, et, cum te caligine tectum putaveris, orieris ut lucifer”, que na tradução quer dizer “o futuro te será mais brilhante do que o meio-dia, as trevas se mudarão em aurora”, que se pode encontrar no versículo 17 do capítulo 11 do Livro de Jó.

A palavra lucifer se repete ainda outras vezes:

Tecum principatus in die virtutis tuae, in splendoribus sanctis, ex utero ante luciferum genui te. (Liber Psalmorum 110,3)Bíblia  Neo Vulgata

No dia de teu nascimento, já possuis a realeza no esplendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei antes da aurora. (Salmo 109, 3) Bíblia Ave Maria

***
Quomodo cecidisti de caelo, lucifer, fili aurorae? Deiectus es in terram, qui deiciebas gentes, (Liber Isaiae 14,  12) Bíblia  Neo Vulgata.

Então! Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Então! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações! (Isaías 14, 12) Fazendo menção ao Rei da Babilônia que haveria de ser derrotado.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As prioridades do MPF/SP: DEUS SEJA LOUVADO!


Por Jonatan Rocha do Nascimento


Deus seja louvado!

Hoje, o Ministério Público do Estado de São Paulo, no exercício de suas funções constitucionais (?), ingressou com ação na Justiça Federal da Seção Judiciária daquele estado, com o mui relevante escopo de retirar de todas as cédulas de real a serem impressas neste país, os quase invisíveis dizeres "DEUS SEJA LOUVADO".

As razões da Procuradoria Regional dos DIREITOS DO CIDADÃO encontram fulcro na laicidade do Estado e da liberdade religiosa no inciso IV do artigo 5º da Carta Magna de 1988, bem como da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Na peça inicial, busca-se atacar o preâmbulo da Constituição que se utiliza da expressão “sob a proteção de Deus” para promulga-la, após elencar os princípios norteadores do denominado Estado Democrático de Direito, se afirmando que não há neste trecho vestibular qualquer normatividade que obrigue a todos ou ainda, que seja de repetição obrigatória nas Constituições Estaduais e, menos ainda, que seja inscrita nas cédulas que circulam pelo país afora. 

Pois bem. [Pausa para digerir as informações] 

A notícia em si, já é um grande disparate, mas pior ainda, é pensar que o referido órgão fiscal da lei fala em nome dos DIREITOS DOS CIDADÃOS ou mesmo da Constituição de 88, que lhe confere poderes bem mais específicos, quais sejam: 

Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Pergunta: Está o MP/SP atuando para promover “a defesa da ordem jurídica”? E do regime DEMOCRÁTICO? E dos interesses sociais e individuais INDISPONIVEIS? 

Muitos foram os comentários realizados nos canais de notícias e redes sociais e muitos se perguntam atônitos: Não há nada mais importante no Estado de São Paulo a se preocupar?! Não há idosos que precisam de assistência médica, que sofrem por maus-tratos? Será que não há quem necessite da assistência do Ministério Público para ter seus direitos constitucionais indisponíveis garantidos? Menores? Pessoas com desenvolvimento mental incompleto? Índios? 

Poder-se-ia criar inúmeras teses neste ponto, demonstrando que a República não possua uma confissão religiosa oficial, mas fica-se bem evidenciado a serviço de quem se está trabalhando nos últimos tempos. Vide as imbecilidades aprovadas e levadas à Juízo em todo o povo. 

Certo estou de que, por mais débil, ateu, muçulmano, budista, confucionista, hare-krishna ou pseudo-comunistas que sejam, nenhum cidadão brasileiro negou que seu patrão efetuasse o pagamento de seu salário mensal pelo horrendo fato de haver uma minúscula menção a DEUS na nota de R$ 100,00. 

“-O quê?!! Nota com ‘DEUS SEJA LOUVADO’? Não quero! Sou ateu! Fere meu direito de acreditar em nada”!

O dia que isso ocorrer, a insanidade que se apresenta neste dia se justificará, enquanto isso não ocorre só posso dizer: DEUS SEJA LOUVADO! E penso ainda, que quem não quiser uma nota do atual real, fique à vontade para depositá-lo em minha conta ou, usem de sua generosidade para com as minorias e oprimidos e doem todas as cédulas de sua carteira para os pobres, que aceitarão de bom grado estes humildes tostões, sejam bramanistas, taoístas, jainas ou satanistas.

Sem mais.


sábado, 4 de agosto de 2012

Os Sete Sacramentos - MATRIMÔNIO


Retirado do
Catecismo Maior de São Pio X
Quarta Parte
Dos Sacramentos





§ 1º - Natureza do Sacramento do Matrimônio

826) Que é o Sacramento do Matrimônio?

O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.


827) Por quem foi instituído o Matrimônio?

O Matrimônio foi instituído pelo próprio Deus no Paraíso terrestre; e no Novo Testamento foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.


828) Tem o Sacramento do Matrimônio alguma significação especial?

O Sacramento do Matrimônio significa a união indissolúvel de Jesus Cristo com a Santa Igreja, sua esposa e nossa Mãe amantíssima.


829) Por que se diz que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel?

Diz-se que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel, isto é, que não se pode quebrar senão pela morte de um dos cônjuges, porque assim o estabeleceu Deus desde o começo, e assim o proclamou solenemente Jesus Cristo, Senhor Nosso.


830) No Matrimônio cristão, poder-se-ia separar o contrato do Sacramento?

Não. No Matrimônio entre cristãos o contrato não se pode separar do Sacramento, porque para eles o Matrimônio não é outra coisa senão o mesmo contrato natural, elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.


831) Então, entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento?

Entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento.


832) Que efeitos produz o Sacramento do Matrimônio?

O Sacramento do Matrimônio:
1º dá um aumento da graça santificante;
2º confere a graça especial para se cumprirem fielmente todos os deveres matrimoniais.



§ 2º - Ministros, cerimônias e disposições para o Matrimônio
833) Quem são os ministros do Sacramento do Matrimônio?

Os ministros deste Sacramento são os mesmos esposos, que reciprocamente conferem e recebem o Sacramento.


834) De que maneira se administra este Sacramento?

Este Sacramento, porque conserva a natureza de contrato, é administrado pelos mesmos contraentes, declarando na presença do próprio pároco, ou de outro Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas, que se unem em matrimônio.


835) Para que serve então a bênção que o pároco dá aos esposos?

A bênção que o pároco dá aos esposos não é necessária para constituir o Sacramento, mas é dada para sancionar em nome da Igreja a sua união, e para atrair sempre mais sobre eles as bênçãos de Deus.


836) Que intenção deve ter quem contrai Matrimônio?

Quem contrai Matrimônio deve ter intenção:
1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado;
2º de procurar nele a salvação da própria alma;
3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der.


837) De que maneira se devem dispor os esposos para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio?

Os esposos, para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio, devem:
1º encomendar-se de todo o coração a Deus, para conhecer a sua vontade e para alcançar dEle as graças que são necessárias em tal estado;
2º consultar os próprios pais, antes de chegar ao noivado, como o exige a obediência e o respeito devido aos mesmos;
3º preparar-se com uma boa confissão, até mesmo geral, se for necessário, de toda a vida;
4º evitar toda a familiaridade perigosa de trato e de palavras, ao conversarem mutuamente antes de receberem este Sacramento.


838) Quais são as principais obrigações das pessoas unidas em Matrimônio?

As pessoas unidas em Matrimônio devem:
1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo;
2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e harmonia;
3º se têm filhos, cuidar seriamente de prover às suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolher o estado de vida a que Deus os chamar.



§ 3º - Condições e impedimentos do Matrimônio
839) Que é necessário para contrair validamente o Matrimônio cristão?

Para contrair validamente o Matrimônio cristão é necessário estar livre de qualquer impedimento matrimonial dirimente, e dar livremente o próprio consentimento ao contrato do Matrimônio na presença do próprio pároco ou de um Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas.


840) Que é necessário para contrair licitamente o Matrimônio cristão?

Para contrair licitamente o Matrimônio cristão, é necessário estar livre dos impedimentos matrimoniais impedientes, estar instruído nas verdades principais da religião, e estar em estado de graça. Não estando em estado de graça, cometer-se-ia um sacrilégio.


841) Que são os impedimentos matrimoniais?

Os impedimentos matrimoniais são certas circunstâncias que tornam o matrimônio ou inválido ou ilícito. No primeiro caso chamam-se impedimentos dirimentes, no segundo impedimentos impedientes.


842) Dai-me alguns exemplos de impedimentos dirimentes.

Impedimentos dirimentes são, por exemplo, a consanguinidade até ao terceiro grau, o parentesco espiritual, o voto solene de castidade, a diversidade de culto entre batizados e não batizados etc.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dom Eugênio: Descanse em Paz.

A compreensão de uma vida dedicada a Deus chega ao seu cume, certamente, no fim da vida terrena: na vida celestial. Contudo, é possível, ainda aqui, perceber com certa clareza, a grandeza e onipotência do Senhor.

A entrega real ao serviço de Deus torna-se mais aprazível, ainda que diante de perseguições, opróbios, calúnias, quando se está convencido, por graça e amor de Cristo, que devemo-nos por inteiramente a Sua disposição, sem titubear, ainda que sejamos fracos diante de nossa condição de miseráveis pecadores.

Eis porque Paulo, em tantos momentos de sua vida, e até mesmo quando aprisionado, transparece felicidade por ter realizado com zelo e determinação sua função de pregador da Cruz do Senhor, por amor e retribuição a tudo o que foi feito a seu favor: “... Com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que pouse sobre mim a força de Cristo” (2 Cor. 12, 9).

Diminuir diante de Deus, prostrarmo-nos de joelhos em humilde reverência passa, então, a ser mais do que um jeito exterior, passa-se a fazê-lo em vida, com gestos autênticos de um real conhecimento dos propósitos celestiais do Altíssimo. A vida tem novo sentido, pois o sentido todo está compreendido e é Deus.

Na noite de ontem, fomos surpresados com a notícia do falecimento de um “intrépido pastor”, nas palavras utilizadas pelo Santo Padre Papa Bento XVI, Dom Eugênio de Araújo Cardeal Sales.

Dom Eugênio viveu, certamente, uma época difícil para toda a Igreja e, especialmente, para o Brasil, um período de mudanças abruptas que, por vezes, exigia atitudes enérgicas, firmes. Ajudou os que necessitados, abrigou quem necessitava de refúgio, alimentou que passava fome: in caritate non ficta.

Seu lema “Impendam et superimpendar” parece-nos ser uma singela mensagem de que, de fato, Sua Eminência compreendeu sua responsabilidade na condução da almas, defendendo o que é justo, mesmo diante de tantos e tantos inimigos infiltrados neste redil.

“Quanto a mim, de bom grado despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor. Será que, dedicando-vos mais amor, serei, por isto, menos amado? (2 Cor. 12, 15)”. Eis o que diz São Paulo. Eis o que diz Dom Eugênio.

Despender significa gastar, dar, mas, no contexto, não dos outros, mas de si mesmo. Consumir-se de serviço a Deus. Gastar-se como o giz que risca a lousa, em favor da mensagem que deve transmitir para o conhecimento de todos.

A liturgia do dia de hoje, 10 de julho de 2012, termina com a seguinte frase: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”. Um sutil apelo do Senhor à sua Igreja no Brasil e no mundo? É o que cremos.

Oremos para que, mesmo com tantos inimigos disfarçados na Grei do Altíssimo Deus, sejamos intrépidos defensores da Verdade, verdadeiros trabalhadores da messe, autênticos soldados de Cristo.

Dai a Dom Eugênio, Senhor, o descanso eterno

E a luz perpétua o ilumine

Descanse em paz.

Amém.

sábado, 7 de julho de 2012

Católicos: Há vagas

Por Jonatan Rocha do Nascimento
Pululou nos noticiários, redes sociais, pasquins, jornalecos, revistas, programas de TV a queda do número de católicos no país, que segundo dados divulgados pelo IBGE, passou de 73,6% (2000) para 64,6% (2010).

Por esta razão, informamos que há vagas para todos aqueles que desejam ingressar nesta respeitável Instituição, sem necessidade de experiência prévia ou conhecimentos específicos, sem curso superior, sem cadastro de reservas: a contratação é imediata, isto é, tão logo haja um treinamento para qualificar o candidato nas diretrizes básicas exigidas na função.

Embora as exigências de ingresso não sejam muitas, é necessário, contudo, que o candidato esteja empenhado em dedicar-se às normas aqui estabelecidas que, tendo em vista a nossa credibilidade bimilenar, dificilmente são alteradas. Somos formados por povos distintos, numa hierarquia, que deve ser obedecida, haja vista que as finalidades que nos propomos a exercer exigem extrema coesão e unidade, especialmente no que tange à compreensão e aceitação da espinha dorsal de nossos Estatutos.

Ao ingressar em nossos quadros, deverá exercer suas funções com todo zelo possível, uma vez que em todo e qualquer lugar do globo, deverá ser reconhecimento como um de nossos integrantes, portanto, a boa apresentação, a expressão de um feliz eleito a um de nossos cargos, bem como a cooperação mútua devem ser como uma marca registrada.

Justamente por esta coesão e unicidade, somos incentivados, neste mútuo auxílio, a cooperar no regular desempenho dos demais ofícios, observando e analisando possíveis falhas no seguimento das normas estabelecidas pela Direção, sejam as escritas ou aquelas passadas costumeiramente ao longo dos anos de experiência.

Não obstante tenhamos demonstrado, no decorrer dos séculos, nossa capacidade de organização e aceitação em todo o mundo, somos alvo de uma concorrência, considerada por muitos, desleal, muito embora o pioneirismo, autenticidade e credibilidade desta instituição tenha provado às pequenas células neste ramo que somos imbatíveis e insuperavelmente genuínos, graças a nossa Excelsa Direção.

Por este mesmo motivo, é necessário que os colaboradores compreendam a responsabilidade que possuem, não só na divulgação da nossa especialidade, mas também levem a conhecer a tantos quantos possam, defendendo nossa identidade de todas as investidas sorrateiras da oposição festiva.

Por fim, desejamos a todos os 64,6% de nossos colaboradores presentes nesta nação, que não desanimem e permaneçam firmes, demonstrando com exemplar conduta, o que é fazer parte desta nossa empresa. Garantimos a todos o melhor dos salários e uma viagem de ida para uma terra de esplendores mais sublimes que qualquer resort poderia oferecer.

Garanta sua vaga vitalícia e hereditária.

Parabéns a todos.

Procure a paróquia mais próxima.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Sagrada Liturgia e a secularização


por Jonatan Rocha do Nascimento



Primeiramente, para iniciarmos este pequeno texto, cumpre-nos justificar a motivação que nos impele a escrita. Antes de tudo, está o amor de Cristo, sobre o qual nada deve se sobrepor e, consequentemente, a crescente secularização da sociedade mundial, em especial, a sociedade brasileira. 

De maneira velada, ou nem tanto, se quer retirar qualquer vestígio de Cristianismo da sociedade humana ou, sejamos mais diretos, de qualquer símbolo que expresse a fé católica, milenarmente transmitida aos quatro cantos do mundo, sendo alicerce de gerações, sistemas, filosofias, ciências, etc[1]

Este mesmo mundo civilizado e desenvolvido pelos ensinamentos provenientes da cultura católica, desejam, a todo custo, extirpá-la de seu meio e, pior ainda, querem apagar a imagem de Deus, banalizando-a, diminuindo seu valor, reduzindo a fé a mero culto privado que, de modo algum pode extrapolar os limites que foram impostos. 

O Santo Padre Leão XIII, na iminência de um novo milênio, dizia que um dos maiores infortúnios é o desconhecimento de Nosso Senhor Jesus, contudo, pior ainda, “tê-Lo conhecido, e depois de negar ou esquecê-Lo, é um crime tão sujo e tão insano que parece impossível para qualquer homem ser culpado dela”[2]

E se com um beijo Cristo foi traído, hoje Ele é traído com gestos muito menos delicados, insultos e injúrias, contra Sua própria figura e contra as verdades reveladas na Sagrada Escritura, ambos resguardados pela Santa Igreja Católica. 

Neste contexto, somos provocados à reações, reações cristãs, para que não se ponha o luzeiro debaixo de uma vasilha. Se somos, portanto, luzes neste mundo, devemos ser com tal, iluminando a escuridão da incredulidade e da falta de fé que, lamentavelmente, quer se infiltrar no seio da Igreja. Para visualizarmos claramente este panorama, basta que se pergunte aos mais antigos, o número de confrarias em honra a Nossa Senhora, quantos terços eram recitados nas casas e nas Igrejas, quão devotas eram as senhoras que rezavam as novenas dos santos, quantas romarias e procissões eram feitas, sempre resplandecendo a cultura da sociedade católica. 

Hoje, mal se saber rezar as principais orações dos cristãos, não se conhece os Sagrados Mistérios da Encarnação e Morte de Nosso Senhor, desdenha-se da Imaculada Conceição da Maria Santíssima, bem como de sua Assunção ao Céu. Já não se recomenda sua proteção poderosíssima, nem de seu Castíssimo Esposo São José. E o que falar da Santa Missa, este Divino Mistério de nossa redenção? 

Ora, se queremos que todos sejam conduzidos à glória de Deus, devemos, em primeiro lugar, glorificá-lo com nossas vidas, com atitudes e, sobretudo, com amor inabalável aos divinos mistérios administrados pela Igreja, por meio dos sacerdotes. Demonstrando amor verdadeiro às riquezas espirituais da Igreja, inspiraremos, pela graça de Deus, o amor – senão ao menos simpatia- daqueles que hoje nos beijam a face. 

Assim, começaremos tecer breves comentários acerca do tesouro espiritual da Igreja, sobretudo o Santo Sacrifício da Missa, com a finalidade de despertar zelo, reverência e amor à Nosso Senhor Jesus Cristo, para Sua maior glória, e para santificação das almas, especialmente, a nossa. 

A Santa Mãe de Deus, por seu poderoso amparo, faça despertar o amor ao Cristo Crucificado e, mortos com Ele, vivemos o amor perfeito Nele. 

[1]             Com efeito, onde quer que a Igreja tenha penetrado, imediatamente tem mudado a face das coisas e impregnado os costumes públicos não somente de virtudes até então desconhecidas, mas ainda de uma civilização toda nova. Todos os povos que a têm acolhido se distinguiram pela doçura, pela equidade e pela glória dos empreendimentos. (Leão XIII, Enc. Immortale Dei)
[2]             Tametsi Futura  Prospicientibus, nº 3.

terça-feira, 13 de março de 2012

Fé, Verdade e Desobediência: A resposta!

Em resposta a publicação do texto Fé, Verdade e Desobediência, recebi em meu e-mail a seguinte resposta, que publico sem alterações, protegendo a identidade do remetente:

Falou, falou... mas não trouxe respostas às grandes questões. O Evangelho exige um olhara mais profético e amplo, não podemos acusar os outros de desobedientes só porque pensam diferentes de nós. A Igreja é mutio mais que o nosso pensamento e forma de enxergar a vida.

Ainda bem que de tempos em tempos o Espírito Santo faz surgir profetas que abalam certas estruturas sociais e religiosas, cmo Dom Hélder, Dom Pedro Ccasaldáliga, Dom Luciano Mendes... Se o Espírito nos abandonasse, seríamos apenas uma instituição falida, repetindo ritos e normas, orgulhosos de sermos seguidores delas, numa pose de gente feliz por ter feito o seu dever.


Igreja é diálogo, não ditadura.Apesar de seus pecados, a Igreja continua firme, respeitando os diversos pensamentos, mas sempre apontando para o Cristo. A verdade sempre prevalescerá. Para que tanta zuada? Já diz o provérbio popular: "lata vazia faz muito barulho".


Eu


Obviamente, não pude de deixar de dar uma resposta.

Ora, que respostas mais? As respostas já foram dadas pelos Santos Padres... pela Igreja. OBEDECER É A RESPOSTA!


A obediência a Deus e à Igreja é fundamental para a solução de muitos problemas. De fato, a "Igreja é mutio (sic) mais que o nosso pensamento e forma de enxergar a vida" e justamente por isso, devemos seguir o que ela nos orienta sempre. Pensar diferente do Magistério da Igreja, com certeza, é desobediência e não é o MEU jeito de enxergar a vida.


Os mencionados "profetas" que "abalaram as certas estruturas sociais e religiosas", como sabemos, em muito contribuíram para deturpar a verdadeira doutrina da Igreja, aliás, foram os arautos da teologia da libertação que, relembre-se foi CONDENADA pelos Santos Padres, Bv, João Paulo II e Bento XVI. A que repetição de ritos e normas o senhor se refere? A Santa Missa? Aos Santos Sacramentos?


Sabemos que a Igreja jamais será uma "instituição falida", tendo em vista que "as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela". Mesmo que a tentativa de destruição venha de dentro, isso jamais ocorrerá.


A Igreja NÃO é uma democracia, uma comunidade simplesmente, é um MISTÉRIO, corpo místico de Cristo. O poder da Igreja não se iguala ao poder civil, pois não vem do povo, mas sim, procede de Jesus Cristo, que outorgou a edificação a São Pedro que, infalivelmente, deve confirmar o povo na fé.


Confessamos que a Igreja é UNA, SANTA e CATÓLICA. Quando se diz, SANTA se quer dizer, que NÃO TEM PECADO ALGUM. Logo, afirma que "Apesar de seus pecados, a Igreja continua firme" é um grave erro! A Igreja não pode se calar diante do erro e da mentira, principalmente quando estes erros são de seus próprios filhos...estes sim, comentem pecados e atrocidades horríveis, em especial, contra a fé cristã.


A "zuada" é justamente porque as pessoas querem defender o que é mais conveniente. Uns optam pela desobediência, outros pelo silêncio conivente. Cada um faz o que bem entende, contudo, deve usar de bom senso e ver a quem apoia, se a meia dúzia de falsos profetas/revolucionários ou ao Vigário de Cristo.

Sem mais.
E assim caminha nossa Igreja no Brasil. Oremos!

terça-feira, 6 de março de 2012

De um católico a CNBB.

Reverendíssimos Srs. Padres da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), primeiramente peço-lhes a bênção! Desejo-lhes um felicíssimo ano novo, Ano da Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste 4º dia do mês de janeiro, decidi ler as notícias no site da CNBB e fico felicíssimo ao ver um artigo explicando o sentido do tradicional hino litúrgico Te Deum (A Vós, ó Deus). O que tenho a dizer? Belíssimo, muito bom que no site da Igreja no Brasil os fiéis sejam levados a conhecer esta pérola no riquíssimo tesouro cultural da Igreja que, mais do que cultural, trata-se de verdadeira mostra do esplendor do Altíssimo Senhor.

Por outro lado, fico bastante entristecido. Ferido de morte. Parece exagero, mas não é. Arrasa-me saber que este conhecimento não está ao alcance de todos. Que estas expressões verdadeiramente católicas estão tão ocultas. O véu foi resposto no templo, inacessível, inalcançável, quiçá, inexistente nesta Terra de Santa Cruz. Digo isto, não por ouvir dizer ou por ter lido na internet, mas porque está cristalino como água a que pé caminhamos atualmente. Isto em minha Arquidiocese que, acredito, ser um reflexo da realidade brasileira.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz 2012!

Feliz 2012, do Ano da Fé de Nosso Senhor!

Este é o ano! O Ano da Fé. O ano da graça para nós, pois é nele que vivemos, nele compartilhamos as alegrias e tristezas do viver.

Alguns dizem que trata-se do “fim dos tempos”. Bom, caso seja, vivamos como se o Salvador Jesus Cristo viesse, em sua segunda vinda, para finalmente julgar os vivos e os mortos. Vivamos este novo ano com o verdadeiro ardor cristão, que a Santa Mãe Igreja nos ensina. Não sejamos obscurecidos pela relativização da fé e das verdades evangélicas e, principalmente, pelo escarnecimento do amor e sacrifício de Cristo.

Que este seja, realmente, um ano que nos inspire maiores realizações. Não maiores estardalhaços ou busca de realização pessoal somente, mas sim um puro desejo de alcançarmos as santas virtudes cristãs e, purificados, alcancemos a Santa Paz.

Disse-nos tão sabiamente o Vigário de Cristo, Papa Bento XVI, na Solenidade da Santa Mãe de Deus: Deus é amor, é justo e pacífico, e aqueles que querem honrá-Lo devem, em primeiro lugar, comportar-se como um filho que segue o exemplo de seu pai”. Portanto, se queremos bem cumprir o Princípio-Fundamento de nossas vidas, sejamos aqueles que querem resplandecer essa justiça e esse amor.

Escrevamos na tábua de nossas vidas e na carne de nossos corações o profundo propósito de amar ainda mais Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua Santíssima Mãe e nossa puríssima mãe a Igreja Católica Apostólica Romana. Seja este o nosso propósito! Entregando-nos com mais firmeza às coisas celestes e contando que Divina Providência nos auxilie, nos dando todo o mais por acréscimo.

Só isso queiramos. Amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o coração e de toda a nossa alma.

Feliz 2012! Feliz Ano da Fé!