terça-feira, 30 de abril de 2013

O TRABALHO DIGNIFICADO


(Foto tirada no Domingo de Páscoa, após a Solene Missa Pontifical cantada por Dom Fernando Rifan. Da esquerda para a direita: Tiago Martins, Arthur Menegrado, Vanessa Gatti, Dom Rifan, eu e minha irmã Satiê Lagasse. Um verdadeiro pai para nós!)


Dom Fernando Arêas Rifan*

Dia 1º de maio celebramos a festa de São José operário, patrono e modelo dos trabalhadores. Esta festa foi instituída pelo Papa Pio XII, desejoso de ajudar os trabalhadores a santificar o seu dia, já mundialmente comemorado. De origem nobre da Casa de Davi, ganhando a vida como simples carpinteiro, São José harmoniza bem a união de classes que deve existir em uma sociedade cristã, onde predominam a justiça e a caridade.
O trabalho é obra de Deus. Deus, ao criar o homem, colocou-o no jardim do Éden para nele trabalhar. O trabalho existe, portanto, antes do pecado. Depois deste, passou a ter a conotação de penitência, pois adquiriu uma nota de dificuldade e o necessário esforço para desempenhá-lo: “Comerás o pão com o suor do teu rosto” (Gn 3,19).
Assim, o trabalho tem o aspecto natural necessário para o nosso sustento e o aspecto adicional de penitência, pois ele contraria nossa tendência, exacerbada pelo pecado, à preguiça e ao relaxamento. O trabalho é algo muito digno e nobre, seja ele qual for, desde que seja honesto e nos encaminhe para Deus, seu autor.
Um dos pontos salientes da Doutrina Social da Igreja é a superioridade do trabalho, pelo seu caráter pessoal, a todo e qualquer outro fator de produção, em particular sobre o capital, embora ambos sejam complementares e não antagônicos. De nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital. É inteiramente falso atribuir ou só ao capital ou só ao trabalho o produto do concurso de ambos, e é deveras injusto que um deles, negando a eficácia do outro, se arrogue a si todos os frutos (cf. Laborem exercens, Rerum novarum, Quadragesimo anno). 
O trabalho é também expressão do amor. “A expressão quotidiana deste amor na vida da Família de Nazaré é o trabalho. O texto evangélico especifica o tipo de trabalho mediante o qual José procurava garantir a sustentação da Família: o trabalho de carpinteiro... Aquele que era designado como o ‘filho do carpinteiro’, tinha aprendido o ofício de seu ‘pai’ adotivo. Se a Família de Nazaré, na ordem da salvação e da santidade, é exemplo e modelo para as famílias humanas, é-o analogamente também o trabalho de Jesus ao lado de José carpinteiro... O trabalho humano, em particular o trabalho manual, tem no Evangelho uma acentuação especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus ele foi acolhido no mistério da Encarnação, como também foi redimido de maneira particular. Graças ao seu banco de trabalho, junto do qual exercitava o próprio ofício juntamente com Jesus, José aproximou o trabalho humano do mistério da Redenção... Trata-se, em última análise, da santificação da vida quotidiana, no que cada pessoa deve empenhar-se, segundo o próprio estado, e que pode ser proposta apontando para um modelo accessível a todos: São José é o modelo dos humildes, que o Cristianismo enaltece para grandes destinos; é a prova de que para serem bons e autênticos seguidores de Cristo não se necessitam grandes coisas, mas requerem-se somente virtudes comuns, humanas, simples e autênticas” (B. João Paulo II, Ex. Apost. Redemptoris Custos).

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Catequese com Papa Francisco – 24/04/2013 - no Ano da Fé


<<Et iterum venturus est cum gloria, judicare vivos et mortuos>>



Salve Maria! Irmãos, nesses dias conturbados, ouçamos a Voz de Pedro!


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 24 de abril de 2013



Queridos irmãos e irmãs, bom dia! 


No Credo nós professamos que Jesus “de novo virá na glória para julgar os vivos e os mortos”. A história humana começou com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e se conclui com o juízo final de Cristo. Muitas vezes nos esquecemos destes dois pólos da história, e sobretudo a fé no retorno de Cristo e no juízo final às vezes não é assim tão clara e forte no coração dos cristãos. Jesus, durante a vida pública, concentrou-se sempre na realidade da sua última vinda. Hoje gostaria de refletir sobre três textos evangélicos que nos ajudam a entrar neste mistério: aquele das dez virgens, aquele dos talentos e aquele sobre o juízo final. Todos os três fazem parte do discurso de Jesus sobre os fins dos tempos, no Evangelho de São Mateus. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Catequese do Papa Francisco, 10 de abril de 2013



Catequese
Praça São Pedro 
Quarta-feira, 10 de abril de 2013


Boletim da Santa Sé
Tradução: Sergio Coutinho (CN Roma)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Na catequese passada nossa atenção foi para o evento da Ressurreição de Jesus, no qual as mulheres tiveram uma lugar especial. Hoje gostaria de refletir sobre a realidade salvífica. O que significa para a nossa vida a Ressurreição? E porque sem ela é vã a nossa fé? A nossa fé se fundamenta sobre a Morte e Ressurreição de Cristo, assim como uma casa se apoia sobre a fundação: cedendo esta, cai toda a casa. Sobre a cruz, Jesus ofereceu-se a si mesmo levando sobre si os nossos pecados e descendo ao abismo da morte e na Ressureição os venceu, os tirou e nos abriu a via para renascer para uma vida nova. São Pedro se expressa sinteticamente no início de sua Primeira Carta, como nós escutamos: “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível.” (I Pd 1, 3-4).
O apóstolo nos diz que com a Ressurreição de Jesus algo absolutamente novo acontece: somos libertos da escravidão do pecado e nos tornamos filhos de Deus, somos gerados para uma vida nova. Quando se realiza isto em nós? No Sacramento do Batismo. Antigamente, este era recebido normalmente por imersão. Aquele que deveria ser batizado descia na grande piscina do Batistério, deixando as suas vestes, e o Bispo ou Presbítero derramava por três vezes água na sua cabeça, batizando-o em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Depois o batizado saía da piscina e vestia vestes brancas novas: tinha nascido para uma vida nova, imergindo-se na Morte e Ressurreição de Cristo. Tornava-se filho de Deus. São Paulo na Carta aos Romanos escreve: “vós recebestes o Espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai!” (Rm 8, 15). E é o Espírito que nós recebemos no batismo que nos ensina, nos impulsiona, a dizer a Deus: “Pai”, ou melhor “Abbá!” que significa “Paizinho”. Assim é o nosso Deus: é um Pai para nós. O Espírito Santo realiza em nós esta nova condição de filho de Deus. E este é o maior dom que recebemos do Mistério Pascal de Jesus. Deus nos trata como filhos, nos compreende, nos perdoa, nos abraça, nos ama também quando erramos. Já no Antigo Testamento, o profeta Isaías afirmava que se ainda uma mãe se esquecesse dos filhos, Deus jamais se esqueceria de nós, em nenhum momento (cfr 49,15). E isto é muito bonito! 
Todavia, esta relação de filiação com Deus não é como um tesouro que conservamos num canto de nossa vida, mas deve crescer, deve ser alimentada a cada dia através da escuta da Palavra de Deus, a oração, a participação aos Sacramentos, especialmente da Penitência e da Eucaristia, e a caridade. Nós podemos viver como filhos! Isto quer dizer que cada dia devemos deixar que Cristo nos transforme e nos faça como Ele; quer dizer procurar viver como cristãos, buscar segui-lo, ainda que vejamos os nossos limites e as nossas fraquezas. A tentação de deixar Deus de lado para colocar no centro nós mesmos está sempre às portas e a experiência do pecado fere a nossa vida cristã, o nosso ser filhos de Deus. Por isto devemos ter a coragem da fé e não nos deixar conduzir pela mentalidade que nos diz: Deus não serve, não é importante para você”, e assim por diante. É exatamente o contrário: somente comportando-nos como filhos de Deus, sem desanimar com as nossas quedas, com os nossos pecados, sentindo-nos amados por Ele, a nossa vida será nova, animada pela serenidade e pela alegria. Deus é a nossa força! Deus é a nossa esperança!
Queridos irmãos e irmãs, devemos, nós em primeiro lugar, ter firmes esta esperança e devemos ser um sinal visível, claro, luminoso para todos, O Senhor Ressuscitado é a esperança que não nos engana (cfr. Rm 5,5). A esperança não nos engana. Aquela do Senhor! Quantas vezes na nossa vida as esperanças se vão, quantas vezes as expectativas que temos no coração não se realizam! A esperança de nós cristãos é forte, segura, sólida nesta terra, onde Deus nos chamou a caminhar, e é aberta para a eternidade, porque é fundada em Deus, que é sempre fiel. Não podemos esquecer: Deus é sempre fiel; Deus é sempre fiel conosco. Ser ressuscitado com Cristo mediante o Batismo, com o dom da fé, para uma herança que não se corrompe, nos leva a buscar as coisas de Deus, a pensar mais Nele, a pensar como Ele, agir como Ele, amar como Ele; é deixar que Ele tome posse da nossa vida e a mude, a transforme, a livre das trevas do mal e do pecado.
Queridos irmãos e irmãs, a quem nos pedir as razões da esperança que está em nós (cfr Pd 3, 15), indiquemos o Cristo Ressuscitado. Indiquemos com o anúncio da Palavra, mas sobretudo com a nossa vida de ressuscitados. Mostremos a alegria de sermos filhos de Deus, a liberdade que nos doa o viver em Cristo, que é a verdadeira liberdade, que nos salva da escravidão do mal, do pecado, da morte! Olhemos para a Pátria celeste, teremos uma nova luz e força também no nosso compromisso e nas nossas tarefas cotidianas. É um serviço precioso que devemos dar a este nosso mundo, que normalmente não consegue mais levantar o olhar para o alto, não consegue mais levantar o olhar para Deus.

Franciscum PP.

sábado, 6 de abril de 2013

Primeira Catequese de Sua Santidade o Papa Francisco - Semana Santa, 27/03/2013.



Salve Maria! Irmãos, segue a primeira catequese do Santo Padre Francisco. Sobre a Semana Santa, a Semana Maior. Peço desculpas por não atualizar o blog com frequência, vicissitudes da vida. Oremos muito, e nos refugiemos debaixo da proteção da Virgem Maria! Alegremo-nos, pois o Senhor Ressuscitou, como disse, Aleluia!

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 27 de março de 2013




Irmãos e irmãs, bom dia!

Tenho o prazer de acolher-vos nesta minha primeira Audiência Geral. Com grande reconhecimento e veneração acolho o “testemunho” das mãos do meu amado predecessor Bento XVI. Depois da Páscoa retomaremos as catequeses do Ano da Fé. Hoje gostaria de concentrar-me um pouco sobre a Semana Santa. Com o Domingo de Ramos iniciamos esta Semana – centro de todo o Ano Litúrgico – na qual acompanhamos Jesus em sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Mas o que pode querer dizer viver a Semana Santa para nós? O que significa seguir Jesus em seu caminho no Calvário para a Cruz e a ressurreição? Em sua missão terrena, Jesus percorreu os caminhos da Terra Santa; chamou 12 pessoas simples para que permanecessem com Ele, compartilhando o seu caminho e para que continuassem a sua missão; escolheu-as entre o povo cheio de fé nas promessas de Deus. Falou a todos, sem distinção, aos grandes e aos humildes, ao jovem rico e à pobre viúva, aos poderosos e aos indefesos; levou a misericórdia e o perdão de Deus; curou, consolou, compreendeu; doou esperança; levou a todos a presença de Deus que se interessa por cada homem e cada mulher, como faz um bom pai e uma boa mãe para cada um de seus filhos. Deus não esperou que fôssemos a Ele, mas foi Ele que se moveu para nós, sem cálculos, sem medidas. Deus é assim: Ele dá sempre o primeiro passo, Ele se move para nós. Jesus viveu a realidade cotidiana do povo mais comum: comoveu-se diante da multidão que parecia um rebanho sem pastor; chorou diante do sofrimento de Marta e Maria pela morte do irmão Lázaro; chamou um cobrador de impostos como seu discípulo; sofreu também a traição de um amigo. Nele Deus nos doou a certeza de que está conosco, em meio a nós. “As raposas – disse Ele, Jesus – as raposas têm suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Mt 8, 20). Jesus não tem casa porque a sua casa é o povo, somos nós, a sua missão é abrir a todos as portas de Deus, ser a presença do amor de Deus.

Na Semana Santa nós vivemos o ápice deste momento, deste plano de amor que percorre toda a história da relação entre Deus e a humanidade. Jesus entra em Jerusalém para cumprir o último passo, no qual reassume toda a sua existência: doa-se totalmente, não tem nada para si, nem mesmo a vida. Na Última Ceia, com os seus amigos, compartilha o pão e distribui o cálice “por nós”. O Filho de Deus se oferece a nós, entrega em nossas mãos o seu Corpo e o seu Sangue para estar sempre conosco, para morar em meio a nós. E no Monte das Oliveiras, como no processo diante de Pilatos, não oferece resistência, doa-se; é o Servo sofredor profetizado por Isaías que se despojou até a morte (cfr Is 53,12).

Jesus não vive este amor que conduz ao sacrifício de modo passivo ou como um destino fatal; certamente não esconde a sua profunda inquietação humana diante da morte violenta, mas se confia com plena confiança ao Pai. Jesus entregou-se voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em perfeita união com a sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós. Na cruz Jesus “me amou e entregou a si mesmo” (Gal 2,20). Cada um de nós pode dizer: amou-me e entregou a si mesmo por mim. Cada um pode dizer este “por mim”.

O que significa tudo isto para nós? Significa que este é também o meu, o teu, o nosso caminho. Viver a Semana Santa seguindo Jesus não somente com a emoção do coração; viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos – como disse domingo passado – para ir ao encontro dos outros, para ir para as periferias da existência, mover-nos primeiro para os nossos irmãos e as nossas irmãs, sobretudo aqueles mais distantes, aqueles que são esquecidos, aqueles que tema mais necessidade de compreensão, de consolação, de ajuda. Há tanta necessidade de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor!

Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz, que não é antes de tudo aquela da dor e da morte, mas aquela do amor e da doação de si que traz vida. É entrar na lógica do Evangelho. Seguir, acompanhar Cristo, permanecer com Ele exige um “sair”, sair. Sair de si mesmo, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de fechar-se nos próprios padrões que terminam por fechar o horizonte da ação criativa de Deus. Deus saiu de si mesmo para vir em meio a nós, colocou a sua tenda entre nós para trazer-nos a sua misericórdia que salva e doa esperança. Também nós, se desejamos segui-Lo e permanecer com Ele, não devemos nos contentar em permanecer no recinto das 99 ovelhas, devemos “sair”, procurar com Ele a ovelha perdida, aquela mais distante. Lembrem-se bem: sair de nós mesmo, como Jesus, como Deus saiu de si mesmo em Jesus e Jesus saiu de si mesmo por todos nós.

Alguém poderia dizer-me: “Mas, padre, não tenho tempo”, “tenho tantas coisas a fazer”, “é difícil”, “o que posso fazer com as minhas poucas forças, também com o meu pecado, com tantas coisas?”. Sempre nos contentamos com alguma oração, com uma Missa dominical distraída e não constante, com qualquer gesto de caridade, mas não temos esta coragem de “sair” para levar Cristo. Somos um pouco como São Pedro. Assim que Jesus fala de paixão, morte e ressurreição, de doação de si, de amor para todos, o Apóstolo o leva para o lado e o repreende. Aquilo que diz Jesus perturba os seus planos, parece inaceitável, coloca em dificuldade as seguranças que se havia construído, a sua ideia de Messias. E Jesus olha para os discípulos e dirige a Pedro talvez uma das palavras mais duras dos Evangelhos: “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens” (Mc 8, 33). Deus pensa sempre com misericórdia: não se esqueçam disso. Deus pensa sempre com misericórdia: é o Pai misericordioso! Deus pensa como o pai que espera o retorno do filho e vai ao seu encontro, vê-lo vir quando ainda é distante…O que isto significa? Que todos os dias ia ver se o filho retornava a casa: este é o nosso Pai misericordioso. É o sinal que o esperava de coração no terraço de sua casa. Deus pensa como o samaritano que não passa próximo à vítima olhando por outro lado, mas socorrendo-a sem pedir nada em troca; sem perguntar se era judeu, se era pagão, se era samaritano, se era rico, se era pobre: não pergunta nada. Não pergunta essas coisas, não pergunta nada. Vai em seu auxílio: assim é Deus. Deus pensa como o pastor que doa a sua vida para defender e salvar as ovelhas.

A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias – que pena tantas paróquias fechadas! – dos movimentos, das associações, e “sair” de encontro aos outros, fazer-nos próximos para levar a luz e a alegria da nossa fé. Sair sempre! E isto com amor e com a ternura de Deus, no respeito e na paciência, sabendo que nós colocamos as nossas mãos, os nossos pés, o nosso coração, mas em seguida é Deus que os orienta e torna fecunda cada ação nossa.

Desejo a todos viver bem estes dias seguindo o Senhor com coragem, levando em nós mesmos um raio do seu amor a quantos encontrarmos.

Fraciscum PP

quarta-feira, 13 de março de 2013

HABEMUS PAPAM



Annuntio vobis gaudium magnum;Habemus Papam:Eminentissimum ac reverendissimum Dominum,Dominum, GeorgiumSanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio,Qui sibi nomen imposuit FRANCISCUM.


℣. Oremus pro Beatissimo Papa nostro Francisco.

℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.


℣. Tu es Petrus,℟. Et super hanc petram ædificabo Ecclesiam meam.


OREMVS.Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Franciscum, quem pastorem Ecclesiæ tua præesse voluisti, propitius respice: da ei, quæsumus, verbo et exemplo, quibus præest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.Per Christum, Dominum nostrum.℟. Amen.

domingo, 10 de março de 2013

Novena à São José - ITE AD IOSEPH




Oremos em especial pela Santa Igreja, pelo Papa emérito Bento XVI, pelo Conclave e pelo próximo Papa.



— 1º dia —
S. José, Pai Nutrício de Jesus


Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a Quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram: obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta Novena… e apresentai-os a Jesus que se dignou de obedecer-vos na terra. Amém.
Rogai por nós, São José, Pai Nutrício de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 2º dia —
S. José, Esposo da Mãe de Deus


São José, castíssimo Esposo Mãe de Deus e Guarda fiel de sua virgindade: obtende-me por Maria a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo–vos também os esposos cristãos para que unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça se amparem mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amem.
Rogai por nós São José, Esposo da Mãe de Deus:
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 3º dia —
S. José, Chefe da Sagrada Família


Glorioso São José, que gozastes durante tantos anos da presença e filial afeição de Jesus, a Quem tivestes a dita de alimentar e vestir, juntamente com vossa Santíssima Esposa: eu vos suplico me alcanceis o dom inefável de sempre viver em união com Deus pela graça santificante. Obtende também para os pais cristãos a graça do fiel cumprimento de seus graves deveres de educadores e, aos filhos, o respeito e a obediência segundo o exemplo do Menino Jesus. Amém.
Rogai por nós, São José Chefe da Sagrada Família
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 4º dia —
S. José, Exemplo de Fidelidade


Fidelíssimo São José, que nos destes tão belo exemplo no fiel cumprimento de vossos deveres de Protetor da Santíssima Virgem e de Pai Nutrício do Redentor: rogo-vos me obtenhais a graça de imitar o vosso exemplo na fidelidade a todos os deveres do meu estado de vida. Ajudai-me a ser fiel nas coisas pequenas para o ser também nas grandes Alcançai essa mesma graça para todos que me são caros nesta vida, a fim de chegarmos a gozar no céu o prêmio prometido aos que forem fiéis até a morte. Amém.
Rogai por nós, São José, Exemplo de Fidelidade;
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 5º dia —
S. José, Espelho de Paciência


Bondoso São José que suportastes com heroica paciência as provações e adversidades na viagem a Belém, na fuga para o Egito e durante a vida oculta em Nazaré e me destes o exemplo de admirável conformidade com a vontade de Deus: obtende-me a virtude da paciência nas dificuldades de cada dia. Alcançai também invencível paciência a todos que suportam pesadas cruzes, a fim de que se unam sempre mais a Jesus divino modelo de mansidão e paciência Amém.
Rogai por nós São José, Espelho de Paciência:
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 6º dia —
S. José, Modelo dos Operários


Humilde São José, que, vivendo em pobreza. dignificastes a vossa profissão pelo trabalho constante e vos sentistes feliz em servir a Jesus e Maria com o fruto de vossos suores: alcançai-me amor ao trabalho, que me foi imposto como dever de estado, procurando cumprir nisto sempre a vontade de Deus. Protegei os lares dos Operários do Brasil contra as influências nefastas dos inimigos de Cristo e da Santa Igreja. Obtende-lhes a graça de santificarem o seu trabalho pela reta intenção em tudo conformados com os desígnios da Divina Providência. Amém.
Rogai por nós, São José, Modelo dos Operários;
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 7º dia —
S. José, Protetor da Santa Igreja


Glorioso Patriarca São José, Protetor e Padroeiro da Igreja Universal : obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e de a honrar como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos que veleis sobre o Seu Corpo Místico, como outrora velastes sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os Bispos, os Sacerdotes e os Religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância a castidade da juventude a honestidade do lar, o ordem e paz da Sociedade. Amém.
Rogai por nós, São José, Protetor da Santa Igreja;
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 8º dia —
S. José, Esperança dos Enfermos


Compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados: valei me em todas as enfermidades e tribulações alcançando-me plena conformidade com os admiráveis desígnios de Deus. Obtende-me também para mim e para todos, pelos quais rezo nesta Novena, a cura das enfermidades espirituais que são as paixões desordenadas, fraquezas, faltas e pecados e protegei-nos contra as tentações do inimigo da nossa salvação amém.
Rogai por nós, São José, Esperança dos Enfermos;
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


— 9º dia —
S. José, Padroeiro dos Moribundos


Ditoso São José que, morrendo nos braços de Jesus e Maria, partistes deste mundo ornado de Virtudes e enriquecido de méritos: Assisti-me na hora suprema e decisiva da minha vida contra os ataques do poder infernal. Obtende-me a graça de morrer confortado com os santos Sacramentos, necessários para a minha salvação. Tendo compaixão de todos os agonizantes. alcançando-lhes a graça da salvação por intermédio de Maria, vossa Santíssima Esposa. Amém.
Rogai por nós, São José, Padroeiro dos Moribundos
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Pode-se acrescentar todos os dias:
ORAÇÃO: Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria: Louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o Consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta Novena… Eu vos escolho por meu especial Protetor. Sede  depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refugio nas desgraças meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me finalmente como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte graça de Nosso Senhor Assim seja.

Litaniae Sancti Ioseph

Kyrie, eléison.
Christe, eléison.
Kyrie, eléison.

Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.

Pater de caelis Deus, - miserére nobis.
Filii Redémptor mundi Deus,
Spíritus Sancte, Deus,
Santa Trínitas, unus Deus,

Sancta María, - ora pro nobis.
Sancte Joseph,
Proles David ínclyta,
Lumen Patriarchárum,
Dei Genitrícis sponse,
Custos pudíce Vírginis,
Fílii Dei nutrítie,
Christi defénsor sédule,
Almae Famíliae praeses,
Joseph justíssime,
Joseph castíssime,
Joseph prudentíssime
Joseph fortíssime,
Joseph obedientíssime,
Joseph fídelíssime,
Spéculum patiéntiae,
Amátor paupertátis,
Exémplar opíficum,
Domésticae vitae decus,
Custos vírginum,
Familiárum cólumen,
Solátium miserórum,
Spes aegrotántium,
Patróne moriéntium,
Terror daemonum,
Protéctor sanctae Ecclésiae,

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, parce nobis, Dómine.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, exáudi nos, Dómine.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserére nobis.

C.: Constítuit eum Dóminum domus suae.
R.: Et príncipem omnis possessiónis suae.


Orémus.
Deus, qui ineffábili providéntia beátum Joseph sanctíssimæ Genitrícis tuæ sponsum elígere dignátus es: præsta, quæsumus; ut, quem protectórem venerámur in terris, intercessórem habére mereámur in cælis: Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum. Amen.


Em português:

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
São José, rogai por nós
Ilustre filho de David, rogai por nós
Luz dos Patriarcas, rogai por...
Esposo da Mãe de Deus,
Casto guarda da Virgem,
Sustentador do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Jesus Cristo,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos operários,
Honra da vida de família,
Guarda das Virgens,
Sustentáculo das famílias,
Alívio dos miseráveis,
Esperança dos doentes,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,tende piedade de nós.

V. Ele constituiu-o Senhor da Sua casa,
R. E fê-lo príncipe de todos os Seus bens.

Oremos.
Ó Deus, que por inefável Providência Vos dignastes escolher a S. José por esposo da Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, Vos pedimos, que mereçamos ter por intercessor no céu, o que veneramos na terra como protetor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.




segunda-feira, 4 de março de 2013

Mulieris Dignitatem



Na Carta Apostólica Mulieris Dignitatem João Paulo II faz uma análise antropológica à luz da Revelação Divina para evidenciar verdades fundamentais sobre a igual dignidade do homem e da mulher criados à imagem de Deus, a unidade dos dois e o chamamento à comunhão, a importância da complementaridade e reciprocidade entre homem e mulher, a figura de Maria como modelo da mulher e realização do ser humano chamado à santidade.
A Igreja “rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres «perfeitas» e pelas mulheres «fracas»”. [1]
A mulher é a rainha do Lar doméstico onde ela exerce um império tanto mais absoluto quanto menor é ele apreciado; a família é tanto sua obra como imagem sua. Outro tanto por analogia deve-se dizer: a mulher no mundo social e moral, constitui em todas as épocas o termômetro de prosperidade ou de decadência moral da sociedade, visto como mulher cristã que sabe responder a sua tão elevada dignidade social e doméstica a que fora elevado pelo cristianismo, a quem ela deve tudo quanto possui de sublime, de respeitável na ordem moral, é realmente uma verdadeira potência do mundo moral. [2] 
A contribuição da mulher na vida profissional e social pode encontrar “um acréscimo de expansão dos seus dons, sobretudo em certas épocas da sua vidaO problema fica em aberto, e oferece, em cada país, ocasião para muitos debates sobre as modalidades práticas quando se trata do trabalho da mulher fora do próprio lar. Muitos aspectos entram aqui em jogo. (…) É preciso vigiar para que a mulher não seja, por razões econômicas, constrangida obrigatoriamente a um trabalho demasiado pesado e a um horário muito sobrecarregado que se juntem a todas as suas responsabilidades de dona de casa e de educadora dos seus filhos. A sociedade, como dissemos no final do Sínodo, devia fazer o esforço de se organizar de outro modo.” [3]
A mulher como esposa é o sol da família pela clareza de seu olhar e pela chama de sua palavra; olhar e palavra que penetram docentemente na alma, dobram-na e a enternecem e a solevam fora do tumulto das paixões, e reclamam para o homem a alegria do bem e da conversação familiar (…) A esposa é o sol da família com sua cândida naturalidade, com sua digna simplicidade e com seu decoro honesto e cristão. [4]
A alma em contato com a mãe educadora começa a compreender o que é a bondade que não se cansa, o que é a graça, o favor, o amor que não se exaure, o que é aquela forma de afeto materno que faz com que a mãe nunca ache que é tedioso estar com o filho, nunca ache que é monótono estar com ele. Ter seu filho nos braços, brincar com ele, soltá-lo no chão, vê-lo correr de um lado para outro, ser importunada por ele incontáveis vezes durante o dia com perguntinhas, com brinquedinhos, para a boa mãe é a alegria da vida. [5] A maternidade é a vocação da mulher: era-o ontem, é-o hoje, sê-lo-à sempre. É vocação eterna e é também vocação contemporânea.  [6] 
Ser mãe é a vocação da mulher católica – e com isso queremos dizer que é o seu plano de salvação por excelência: pela maternidade a mulher se santificará, pois ser mãe é ter elevado o espírito de sacrifício – e como não se é mãe sem ser igualmente esposa e rainha do seu lar, eis completa toda a vocação da mulher no plano divino (estou excetuando, como parecerá óbvio, a vida perfeita, isto é, a consagração da mulher à Deus, onde escolhe o melhor dos esposos: Jesus Cristo).  Tendo esta enorme responsabilidade nas mãos – educar, instruir, catequizar e amar os filhos que pertencem a Deus – é com muita razão que a Igreja procura em tudo favorecer as condições espirituais e necessárias a esta vocação, e por isso durante todos estes séculos exortou as mulheres à grande dedicação.
A mulher como Rainha do Lar: “A casa é como o corpo sem vida. Sua alma é a mulher que a vivifica com a sua presença e a aquece com seu coração.”  [7] Nunca é demais insistir sobre o valor insubstituível da mulher no lar: ela, depois de ter dado à luz uma criança, é o constante ponto de referência para o crescimento humano e espiritual deste novo ser. O amor da mãe no lar é um dom precioso, tesouro que se conserva para sempre no coração. [8]

''Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. '' 
( Provérbios 31, 10)


[1] Carta Apostólica Mulieris Dignitatem, João Paulo II, 1988
[2] A mulher. Tribuna da Franca, 02 de fevereiro de 1901, n. 24, ano I, p.1
[3, 6, 8] Beato João Paulo II
[4] Papa Pio XII 
[5]  Dr. Plínio Correa de Oliveira
[7]  Padre Geraldo Pires de Souza