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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As prioridades do MPF/SP: DEUS SEJA LOUVADO!


Por Jonatan Rocha do Nascimento


Deus seja louvado!

Hoje, o Ministério Público do Estado de São Paulo, no exercício de suas funções constitucionais (?), ingressou com ação na Justiça Federal da Seção Judiciária daquele estado, com o mui relevante escopo de retirar de todas as cédulas de real a serem impressas neste país, os quase invisíveis dizeres "DEUS SEJA LOUVADO".

As razões da Procuradoria Regional dos DIREITOS DO CIDADÃO encontram fulcro na laicidade do Estado e da liberdade religiosa no inciso IV do artigo 5º da Carta Magna de 1988, bem como da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Na peça inicial, busca-se atacar o preâmbulo da Constituição que se utiliza da expressão “sob a proteção de Deus” para promulga-la, após elencar os princípios norteadores do denominado Estado Democrático de Direito, se afirmando que não há neste trecho vestibular qualquer normatividade que obrigue a todos ou ainda, que seja de repetição obrigatória nas Constituições Estaduais e, menos ainda, que seja inscrita nas cédulas que circulam pelo país afora. 

Pois bem. [Pausa para digerir as informações] 

A notícia em si, já é um grande disparate, mas pior ainda, é pensar que o referido órgão fiscal da lei fala em nome dos DIREITOS DOS CIDADÃOS ou mesmo da Constituição de 88, que lhe confere poderes bem mais específicos, quais sejam: 

Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Pergunta: Está o MP/SP atuando para promover “a defesa da ordem jurídica”? E do regime DEMOCRÁTICO? E dos interesses sociais e individuais INDISPONIVEIS? 

Muitos foram os comentários realizados nos canais de notícias e redes sociais e muitos se perguntam atônitos: Não há nada mais importante no Estado de São Paulo a se preocupar?! Não há idosos que precisam de assistência médica, que sofrem por maus-tratos? Será que não há quem necessite da assistência do Ministério Público para ter seus direitos constitucionais indisponíveis garantidos? Menores? Pessoas com desenvolvimento mental incompleto? Índios? 

Poder-se-ia criar inúmeras teses neste ponto, demonstrando que a República não possua uma confissão religiosa oficial, mas fica-se bem evidenciado a serviço de quem se está trabalhando nos últimos tempos. Vide as imbecilidades aprovadas e levadas à Juízo em todo o povo. 

Certo estou de que, por mais débil, ateu, muçulmano, budista, confucionista, hare-krishna ou pseudo-comunistas que sejam, nenhum cidadão brasileiro negou que seu patrão efetuasse o pagamento de seu salário mensal pelo horrendo fato de haver uma minúscula menção a DEUS na nota de R$ 100,00. 

“-O quê?!! Nota com ‘DEUS SEJA LOUVADO’? Não quero! Sou ateu! Fere meu direito de acreditar em nada”!

O dia que isso ocorrer, a insanidade que se apresenta neste dia se justificará, enquanto isso não ocorre só posso dizer: DEUS SEJA LOUVADO! E penso ainda, que quem não quiser uma nota do atual real, fique à vontade para depositá-lo em minha conta ou, usem de sua generosidade para com as minorias e oprimidos e doem todas as cédulas de sua carteira para os pobres, que aceitarão de bom grado estes humildes tostões, sejam bramanistas, taoístas, jainas ou satanistas.

Sem mais.


sábado, 7 de julho de 2012

Católicos: Há vagas

Por Jonatan Rocha do Nascimento
Pululou nos noticiários, redes sociais, pasquins, jornalecos, revistas, programas de TV a queda do número de católicos no país, que segundo dados divulgados pelo IBGE, passou de 73,6% (2000) para 64,6% (2010).

Por esta razão, informamos que há vagas para todos aqueles que desejam ingressar nesta respeitável Instituição, sem necessidade de experiência prévia ou conhecimentos específicos, sem curso superior, sem cadastro de reservas: a contratação é imediata, isto é, tão logo haja um treinamento para qualificar o candidato nas diretrizes básicas exigidas na função.

Embora as exigências de ingresso não sejam muitas, é necessário, contudo, que o candidato esteja empenhado em dedicar-se às normas aqui estabelecidas que, tendo em vista a nossa credibilidade bimilenar, dificilmente são alteradas. Somos formados por povos distintos, numa hierarquia, que deve ser obedecida, haja vista que as finalidades que nos propomos a exercer exigem extrema coesão e unidade, especialmente no que tange à compreensão e aceitação da espinha dorsal de nossos Estatutos.

Ao ingressar em nossos quadros, deverá exercer suas funções com todo zelo possível, uma vez que em todo e qualquer lugar do globo, deverá ser reconhecimento como um de nossos integrantes, portanto, a boa apresentação, a expressão de um feliz eleito a um de nossos cargos, bem como a cooperação mútua devem ser como uma marca registrada.

Justamente por esta coesão e unicidade, somos incentivados, neste mútuo auxílio, a cooperar no regular desempenho dos demais ofícios, observando e analisando possíveis falhas no seguimento das normas estabelecidas pela Direção, sejam as escritas ou aquelas passadas costumeiramente ao longo dos anos de experiência.

Não obstante tenhamos demonstrado, no decorrer dos séculos, nossa capacidade de organização e aceitação em todo o mundo, somos alvo de uma concorrência, considerada por muitos, desleal, muito embora o pioneirismo, autenticidade e credibilidade desta instituição tenha provado às pequenas células neste ramo que somos imbatíveis e insuperavelmente genuínos, graças a nossa Excelsa Direção.

Por este mesmo motivo, é necessário que os colaboradores compreendam a responsabilidade que possuem, não só na divulgação da nossa especialidade, mas também levem a conhecer a tantos quantos possam, defendendo nossa identidade de todas as investidas sorrateiras da oposição festiva.

Por fim, desejamos a todos os 64,6% de nossos colaboradores presentes nesta nação, que não desanimem e permaneçam firmes, demonstrando com exemplar conduta, o que é fazer parte desta nossa empresa. Garantimos a todos o melhor dos salários e uma viagem de ida para uma terra de esplendores mais sublimes que qualquer resort poderia oferecer.

Garanta sua vaga vitalícia e hereditária.

Parabéns a todos.

Procure a paróquia mais próxima.

terça-feira, 6 de março de 2012

De um católico a CNBB.

Reverendíssimos Srs. Padres da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), primeiramente peço-lhes a bênção! Desejo-lhes um felicíssimo ano novo, Ano da Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste 4º dia do mês de janeiro, decidi ler as notícias no site da CNBB e fico felicíssimo ao ver um artigo explicando o sentido do tradicional hino litúrgico Te Deum (A Vós, ó Deus). O que tenho a dizer? Belíssimo, muito bom que no site da Igreja no Brasil os fiéis sejam levados a conhecer esta pérola no riquíssimo tesouro cultural da Igreja que, mais do que cultural, trata-se de verdadeira mostra do esplendor do Altíssimo Senhor.

Por outro lado, fico bastante entristecido. Ferido de morte. Parece exagero, mas não é. Arrasa-me saber que este conhecimento não está ao alcance de todos. Que estas expressões verdadeiramente católicas estão tão ocultas. O véu foi resposto no templo, inacessível, inalcançável, quiçá, inexistente nesta Terra de Santa Cruz. Digo isto, não por ouvir dizer ou por ter lido na internet, mas porque está cristalino como água a que pé caminhamos atualmente. Isto em minha Arquidiocese que, acredito, ser um reflexo da realidade brasileira.